A combinação entre o aumento das compras chinesas e a alta do petróleo impulsionou os preços da soja na Bolsa de Chicago durante a última semana. Imea informou que o contrato com vencimento em agosto de 2026 registrou valorização de 3,11%, sendo negociado, em média, a 12,37 centavos de dólar por bushel, unidade de medida utilizada no mercado internacional de grãos. Portanto, a soja ganhou força no mercado internacional, à medida que a demanda da China pela soja produzida nos Estados Unidos é o principal motor do movimento. Além disso, fabricantes de biocombustíveis passam a considerar cenários mais promissores, o que amplia a competitividade da oleaginosa frente a outras commodities. A persistência desses fundamentos sustenta uma base de compradores dispostos a manter ou ampliar os estoques, o que, por sua vez, ajuda a manter as cotações firmes. Em termos práticos, agricultores e traders acompanham com atenção indicadores de importação da China, dados de disponibilidade de milho e políticas de subsídio nos EUA, que podem intensificar ou moderar o ritmo de compras.
Demanda da China pela soja dos EUA
Alta do petróleo Brent
Margens de esmagamento positivas
soja ganhou força no mercado internacional
Além disso, o preço do petróleo Brent avançou, atingindo média de US$ 94,35 por barril, refletindo o agravamento das tensões no Oriente Médio. Em momentos de conflito, o mercado teme interrupções no abastecimento, o que costuma elevar as cotações da commodity, e esse movimento também beneficia a soja, pois torna os biocombustíveis mais competitivos. Segundo o Imea, as margens de esmagamento permaneceram favoráveis.
Ainda assim, na abertura desta segunda-feira, a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã provocou queda no preço do petróleo, pressionando as cotações da soja em Chicago. No entanto, a demanda internacional continua como um dos principais fatores de sustentação do mercado da oleaginosa. Tempo de plantio, condições climáticas e políticas agrícolas também modulam o cenário, mantendo o interesse de exportadores em contratos de entrega futura. Em resumo, o ritmo do comércio global aponta para uma continuidade de demanda sólida para a safra norte-americana. Para acompanhar o tema, leia mais em Portal 163.









