Júri de Carlinhos Bezerra: retomada nesta sexta

Júri de Carlinhos Bezerra durante sessão de retomada no Fórum de Cuiabá.
A imagem registra o Júri de Carlinhos Bezerra em sessão pública no Fórum de Cuiabá.
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Após dias de polêmicas, o Júri de Carlinhos Bezerra será retomado nesta sexta-feira, 31, às 9h, no Fórum de Cuiabá. Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, responde por feminicídio da ex-companheira Thays Machado e pelo homicídio qualificado do namorado dela, William César Moreno.

A sessão será presidida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, e Carlinhos permanece preso preventivamente no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas. O pedido de adiamento foi negado, e a prisão continua mantida pela magistrada, assegurando a detenção até o julgamento.

Júri de Carlinhos Bezerra em foco

Portanto, o Júri de Carlinhos Bezerra chega cercado de controvérsias. Na véspera, o advogado Elson Marcelino afirmou que a juíza estaria cerceando o direito de defesa e conduzindo o processo para uma condenação antecipada; contudo, as alegações não impediram o julgamento.

A defesa já apresentou recursos, e, em outra frente, houve uma pausa quando a Defensoria Pública foi acionada para atuar caso o réu não compareça. A magistrada manteve o cronograma, assegurando a continuidade do júri público, ainda que com restrições de imagem determinadas pelo TJMT. Além disso, o Ministério Público sustenta que o réu agiu por vingança após o fim do relacionamento, monitorando a rotina da ex-companheira.

Os crimes teriam ocorrido em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá, com Thays Machado e William Moreno mortos a tiros em plena via pública. O caso envolve feminicídio em contexto de violência doméstica e de gênero, bem como homicídio qualificado com motivos torpes, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Em meio às controvérsias, o júri permanece uma ferramenta decisiva para esclarecer as acusações.

A sessão é pública; no entanto, conforme o TJMT, a captação de imagens fica restrita à Comunicação do TJMT, proibindo a divulgação de imagens que identifiquem o réu ou os jurados. A cobertura institucional ficará a cargo da Justiça.

Para entender melhor o tema, leia sobre Cerceamento de defesa e sobre Remarcação do júri: novo julgamento em Cuiabá.

Crimes ocorridos em janeiro de 2023, no bairro Consil.

Prisão preventiva e decisões da magistrada.

Cobertura institucional do TJMT.

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