Além disso, D.S.A., mulher que foi espancada com uma chave de rodas pelo vereador Júnior Chaveiro (PL) em Barra do Bugres, ajuizou ação na Justiça nesta segunda-feira (13). Ela afirma ter sido exonerada da Câmara Municipal após sofrer pressão para medidas protetivas, e pediu a anulação do ato e reintegração ao cargo.
Portanto, a autora alega que foi demitida após ser pressionada para restabelecer as medidas protetivas contra Júnior Chaveiro, que está preso por violência doméstica. Ela havia pedido a revogação das medidas após a prisão do agressor.
Além disso, na petição, a autora solicita o pagamento de salários retroativos desde 1º de junho de 2026, data da exoneração. Como pedido alternativo, requer o reconhecimento da estabilidade provisória prevista na Lei Maria da Penha para mulheres vítimas de violência doméstica.
De acordo com o processo, D.S.A. trabalhava na Câmara do município desde fevereiro de 2025, nomeada como Coordenadora Administrativa.
Além disso, em 19 de abril de 2026, por volta das 4h30 da madrugada, ela foi à casa do namorado, Laércio Norberto Junior, presidente da Câmara. Depois de uma discussão, o casal foi conduzido à delegacia, gerando boletim de ocorrência.
Após registrar a ocorrência que levou à prisão do agressor, ela pediu a revogação das medidas protetivas. No entanto, a autora afirma ter passado a sofrer constrangimentos dentro da Câmara.
Segundo a ação, vereadores tiveram acesso a informações do processo e a presidente da Câmara teria condicionado a permanência dela no cargo à renovação das medidas protetivas e à confirmação dos fatos na Procuradoria da Mulher. Diante da recusa, ela foi exonerada.
Portanto, Júnior Chaveiro permanece preso preventivamente, conforme determinação judicial, no caso de violência doméstica.
Além disso, leia mais no Portal163: Portal163 – Barra do Bugres.
pressão para medidas protetivas
- Laércio Norberto Junior é acusado de enforcar e agredir a companheira na madrugada de 19 de abril, em Barra do Bugres.
- Ele foi preso no dia 25 de abril, em um residencial no bairro Porto, na Capital, uma semana após o crime.
- Os autos indicam golpes na cabeça e nas pernas, mordida, tentativa de sufocamento e ameaça de morte; há relatos de agressões anteriores, incluindo perfuração na perna com uma chave de rodas.
- Após denúncia da Procuradoria da Mulher da Câmara, houve pressão para medidas protetivas e o parlamentar foi destituído da presidência da Câmara.










