A demanda por biodiesel contribuiu para que as indústrias de Mato Grosso esmagassem 7,02 milhões de toneladas de soja entre janeiro e junho, volume 4,53% maior que o registrado no mesmo período de 2025. Esse incremento confirma que o biodiesel tem sido um motor importante para a industrialização e para o uso doméstico de óleo e farelo de soja. Além disso, o ritmo de esmagamento sinaliza uma mudança de patamar para o parque de processamento do estado, com impactos diretos sobre a oferta de farelo para a alimentação animal e sobre a disponibilidade de óleo para consumo humano e para a produção de combustíveis.
demanda por biodiesel no MT
Trata-se de um novo recorde no processamento de soja nos seis primeiros meses de 2026, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O crescimento da produção interna ocorre em meio ao aumento da demanda por biodiesel, que estimula investimentos em plantas de esmagamento, logística de distribuição e parcerias com exportadores. Além disso, esse cenário reforça a necessidade de ações para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
O esmagamento da soja é o processo que transforma o grão em farelo e óleo, com o farelo majoritariamente utilizado na ração para animais e o óleo destinado ao consumo humano e à produção de biodiesel. Além disso, a operação de esmagamento depende de condições climáticas, disponibilidade de insumos e políticas públicas que incentivem o uso de fontes renováveis.
Além disso, segundo o Imea, o crescimento foi impulsionado pela demanda por biodiesel e pelo aquecimento das exportações de derivados da soja. Isso cria uma dinâmica de cadeia que valoriza tanto o farelo quanto o óleo, beneficiando produtores, esmagadores e exportadores, apesar de eventuais oscilações de preço no mercado internacional.
Entre janeiro e junho deste ano, Mato Grosso exportou 4,59 milhões de toneladas de farelo e óleo de soja, volume 8,94% superior ao registrado no primeiro semestre de 2025. Os números apontam um fluxo de comércio mais intenso, com maior participação de mercados externos e aumento na demanda por biodiesel em várias regiões.
Os dados mostram ainda que a Argélia permaneceu como principal destino do óleo de soja produzido no estado, respondendo por 38,08% dos embarques. Já a Indonésia liderou as compras de farelo de soja, concentrando 24,65% das exportações desse produto.
Leia também: Soja brasileira safra recorde: impactos na produção e no mercado.
Para entender melhor o cenário, leia também: Biocombustíveis e Óleo de Soja: Impacto na Cotação de Óleo de Soja.
- Recorde de esmagamento no 1º semestre de 2026
- Demanda por biodiesel impulsionando a indústria
- Mercados externos como Argélia e Indonésia









