A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu nesta semana o inquérito que investiga a morte da adolescente Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, em junho deste ano no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande. O laudo da Politec aponta que o pai, Claudinei da Silva, de 42 anos, asfixiou a menina. Portanto, é feminicídio em MT.
Com base no resultado da perícia, a polícia indiciou Claudinei por feminicídio no âmbito da violência doméstica. A denúncia aponta duas qualificadoras: o uso de asfixia como meio de execução e a idade da vítima, menor de 14 anos. Feminicídio em MT: feminicídio em MT, caso recente em bar.
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Assim, as qualificadoras são exatamente o uso de asfixia como meio de execução e a idade da vítima, menor de 14 anos.
O crime ocorreu no dia 8 de junho. Olga havia passado a primeira noite na casa do pai. A investigação descartou a versão de que a menina teria sido “punida” por conversar com um garoto pelas redes sociais. A advogada de Maiara Santos afirmou que a adolescente não possuía celular, dizendo que “ela falava com o pai pelo telefone da mãe e com a mãe pelo telefone do pai”.
Além disso, após o crime, o suspeito fugiu. Horas depois, ele se apresentou na DHPP e foi autuado em flagrante, com apoio da Delegacia da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande. A prisão teve respaldo institucional.
Além disso, a defesa da família relata histórico de violência contra a ex-mãe de Olga. Em 2018, após a separação, ela conseguiu medida protetiva por ter sofrido tentativa de feminicídio. A advogada também relatou que mãe e filha já teriam sido mantidas em cárcere privado pelo homem.
A reaproximação entre Claudinei e a filha ocorreu após pedidos dele aos irmãos de Maiara. Ele dizia querer retomar a convivência. Atendendo ao desejo de Olga de ficar mais próxima do pai, a mãe autorizou a visita. Foi a primeira vez que a menina dormiu na casa dele.
O Ministério Público já recebeu o inquérito. Claudinei permanece preso.
Denuncie a violência doméstica e busque proteção em MT. Além disso, há atendimento gratuito, sigiloso e disponível 24 horas para denúncias e pedidos de proteção. Em caso de emergência, ligue 190. Acessar chat 180. Para mais informações, leia no Portal163.









