Ação de improbidade STJ determina novo julgamento

STJ determina novo julgamento da ação de improbidade envolvendo Cartas Marcadas
STJ reabre a ação de improbidade sem vínculo com o processo penal, no âmbito do caso Cartas Marcadas.
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso julgue novamente a ação de improbidade STJ contra o procurador de Estado, Gerson Valério Pouso. O caso envolve o esquema Cartas Marcadas, que desviou mais de R$ 400 milhões dos cofres públicos.

Em decisão da última quinta-feira (25), a ministra Regina Helena Costa acolheu recurso do Ministério Público de Mato Grosso. O TJMT havia arquivado a ação de improbidade após a Justiça criminal rejeitar a denúncia por falta de provas de autoria. Portanto, sem indícios no processo penal, não havia como manter o caso na esfera civil. A ministra, no entanto, discordou, afirmando que as instâncias são independentes.

“A ação de improbidade não possui natureza penal ou administrativa. É uma demanda autônoma”, afirmou a relatora. Além disso, segundo ela, a falta de provas suficientes para o processo criminal não impede que a Justiça cível apure atos de improbidade.

O STJ anulou o acórdão do TJMT e determinou o retorno do caso para novo julgamento. Leia também: Portal163 – detalhes da decisão.

ação de improbidade STJ

Além de Gerson Valério Pouso, integram o polo passivo:

  • Gilmar Fabris
  • Dorgival Veras de Carvalho
  • Ocimar Carneiro de Campos
  • Enelson Alessandro Nonato
  • Rogério Silveira
  • Anglisey Battini Volcov
  • Eder de Moraes Dias
  • Dilmar Portilho Meira
  • José Constantino Chocair Júnior

O prejuízo estimado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) é superior a R$ 400 milhões.

Com a decisão, o TJMT deverá reabrir a análise da ação de improbidade sem vincular o resultado ao processo criminal.

A ação de improbidade, como instância civil autônoma, continua em debate na Justiça, com foco na apuração de eventuais irregularidades praticadas por agentes públicos no âmbito administrativo e financeiro, mantendo a linha de atuação independente do processo penal.

Operação Cartas Marcadas foi um esquema dentro do governo de Mato Grosso que fabricou cartas de crédito falsas entre 2008 e 2010. Além disso, segundo o Ministério Público, o grupo era liderado pelo então deputado Gilmar Fabris e pelo ex-secretário Éder Moraes. Além de advogados, procuradores do Estado e sindicalistas, o grupo dava aparência de legalidade aos documentos. O prejuízo aos cofres públicos foi estimado em mais de R$ 400 milhões.

Para mais informações, acompanhe as atualizações no Portal163.

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