Ferrovia Cuiabá Cáceres: avanço estratégico e viabilidade

Mapa conceitual da ferrovia Cuiabá Cáceres integrada à hidrovia e corredores logísticos.
EVTEA e DNIT destacam a ferrovia Cuiabá Cáceres como corredor estratégico com integração multimodal.
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O pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), deu mais um passo para colocar a ferrovia Cuiabá Cáceres no centro do planejamento logístico nacional. Além disso, em reunião na Diretoria Ferroviária do DNIT, foram apresentados documentos técnicos, nota informativa e mapas que mostram a necessidade de incluir a região oeste de Mato Grosso na malha ferroviária brasileira.

ferrovia Cuiabá Cáceres: integração estratégica

A iniciativa começou ainda em novembro de 2025, quando Wellington solicitou à Consultoria Legislativa do Senado Federal um estudo preliminar sobre a possibilidade de estender a ferrovia de Cuiabá até Cáceres. Portanto, a nota técnica apontou a relevância da proposta e indicou a necessidade de aprofundar os estudos. Agora, com a abertura do processo administrativo no DNIT, o projeto avança para a segunda etapa, voltada ao andamento técnico e institucional.

Os mapas analisados indicam que Mato Grosso será atendido por importantes corredores ferroviários, como a Ferronorte, a FICO e outros projetos voltados ao Norte e ao Médio-Norte. No entanto, a região de Cáceres ainda aparece fora do planejamento estruturado, mesmo tendo papel estratégico para a integração com a hidrovia Paraguai-Paraná e com a Zona de Processamento de Exportação de Cáceres. Além disso, a ferrovia Cuiabá Cáceres, conforme mostram os mapas, ainda não está no planejamento.

Leia também: segundo Wellington, os mapas revelam lacuna logística no estado. Enquanto outras regiões avançam com projetos ferroviários e rodoviários, o eixo Cuiabá-Cáceres permanece sem uma solução definitiva de transporte ferroviário. A ausência compromete o desenvolvimento regional e o potencial de escoamento da produção mato-grossense. (Para mais detalhes, acesse o Portal 163.)

Durante a reunião, foi aberto um processo administrativo no DNIT para iniciar os estudos sobre a viabilidade da ferrovia. A documentação entregue inclui a nota informativa elaborada pela Consultoria Legislativa do Senado Federal, mapas da malha ferroviária nacional e levantamentos preliminares sobre a importância do corredor Cuiabá-Cáceres.

O objetivo inicial é estruturar um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, o EVTEA. Esse estudo deverá apontar traçados, estimar custos, avaliar o potencial de cargas, identificar restrições ambientais e indicar o melhor modelo para tirar o projeto do papel. Além disso, a ferrovia poderá avançar futuramente por diferentes caminhos, como obra pública, concessão, parceria com o Governo do Estado ou autorização ao setor privado. A ferrovia Cuiabá Cáceres é tratada como corredor estratégico, não apenas como ramal de transporte.

Wellington destacou que a ferrovia Cuiabá Cáceres não deve ser tratada como um ramal, mas como parte de um corredor estratégico para Mato Grosso. Portanto, a ligação permitiria integrar a capital ao oeste do Estado, fortalecer Cáceres como polo logístico e ampliar a conexão com a hidrovia, que historicamente teve papel fundamental na formação econômica da região.

Os mapas também mostram a importância da multimodalidade. Além de trilhos, a proposta busca integrar ferrovia, rodovia e hidrovia em um sistema mais eficiente de transporte. Para o senador, esse é o caminho para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade da produção mato-grossense e assegurar desenvolvimento para regiões que ainda não foram plenamente atendidas pela infraestrutura nacional.

A reunião ocorreu, ainda, em um momento simbólico: os 50 anos da lei que criou a Ferronorte. Para Wellington, comemorar essa data é reconhecer avanços, mas também lembrar que o projeto original ainda não foi plenamente cumprido. A chegada da ferrovia a Cuiabá e a possível extensão até Cáceres integram essa luta histórica.

“Mato Grosso produz em escala mundial, mas ainda tem uma malha ferroviária pequena diante da sua força econômica. Os mapas mostram que precisamos olhar para todo o Estado, especialmente para regiões que ainda ficaram fora dos grandes corredores de transporte. Cáceres precisa estar nesse planejamento”, defendeu Wellington.

Com a abertura do DNIT, a proposta entra agora em uma nova fase técnica. A partir dos estudos, será possível definir os próximos passos, buscar recursos no orçamento e avaliar qual modelo de execução poderá viabilizar a ferrovia.

Para Wellington Fagundes, o mais importante neste momento é transformar a demanda em planejamento oficial. “Estamos dando o segundo passo para que o eixo Cuiabá-Cáceres avance com base técnica, segurança institucional e visão de futuro para Mato Grosso”, afirmou.

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