A juíza Henriqueta Fernanda Lima, do Núcleo do Juiz de Garantias, decidiu manter Valquíria Aires Farias, de 25 anos, na cadeia em Cuiabá por aplicar o golpe da geladeira barata na internet, conhecido como peladona das notas de R$ 100. Portanto, Valquíria permanece presa, com base em pareceres do Ministério Público e na avaliação de risco de continuidade do dano. A decisão demonstra que a fraude é estruturada, busca ganhos rápidos e atua contra famílias de baixa renda. O Ministério Público vê indícios suficientes de crime e risco para o andamento de novas fraudes se a investigada não ficar sob custódia.
peladona das notas de R$ 100
Durante a audiência de custódia, na sexta-feira (12), a defesa pediu soltura. Contudo, a prisão preventiva foi mantida. Valquíria foi detida na quinta-feira (11) pela Operação Degelo, que desvendou clonagem de anúncios de eletrodomésticos usados e pedidos de Pix para vítimas que nunca receberam os produtos. Ela responde por estelionato qualificado e por associação criminosa, circunstâncias que sustentam a continuidade da custódia até o avanço das investigações.
A apuração aponta que o golpe envolve clonagem de anúncios reais de geladeiras, fogões e TVs usadas, com descrições atrativas. Em seguida, os fraudadores solicitam Pix e somem após o pagamento. A prática ficou associada ao termo peladona das notas, descrevendo a troca de propostas falsas por dinheiro rápido. A Polícia Civil e o Ministério Público destacam que esse tipo de conduta pode se espalhar se não houver resposta contundente.
Os investigadores ressaltam que o alvo principal são famílias de baixa renda, buscando itens essenciais abaixo do preço de mercado. A prevenção e o endurecimento das medidas judiciais são vistos como fundamentais para inibir novas ocorrências. A imprensa acompanha o caso para esclarecer vítimas, valores envolvidos e respostas legais até o momento. Portal 163.
Essa decisão serve de alerta para quem opera fraudes on-line: o Judiciário não tolera golpes que exploram a vulnerabilidade de quem procura itens econômicos. A prisão preventiva, apoiada pelo Ministério Público, pretende interromper o ciclo de novas fraudes enquanto as investigações seguem. Vítimas devem ficar atentas a anúncios com ofertas tentadoras e evitar pagamentos adiantados. Para acompanhar as novidades, leia no Portal 163.










