Matança em clínica de reabilitação: um caso chocante
Em uma decisão inovadora, o juiz Moacir Rogério Tortato converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Odiley Rodrigues de Souza, de 42 anos, o zelador da Clínica Terapêutica Pró-Vida, acusado de matar o paciente Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, em Cuiabá, matança em clínica de reabilitação.
Por exemplo, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sustentou que Odiley não apenas matou a vítima, mas também tentou alterar a cena do crime para simular suicídio, o que caracteriza fraude processual e risco à instrução criminal.
Além disso, o juiz Tortato destacou que há materialidade e indícios de autoria suficientes para manter Odiley preso, além do fato de que testemunhas demonstram medo em relação ao plantonista, o que poderia atrapalhar as investigações.
Conforme o juiz Moacir Rogério Tortato, “Quando isso ultrapassa a mera fala e passa a consistir em alteração da cena do crime, inclusive com convencimento de testemunhas a encampar sua tese e também mentir a esse respeito, o que aparentemente teria acontecido, ingressa-se, como bem mencionado pelo Ministério Público, na seara da fraude processual, colocando em severo risco a instrução criminal”.
- O caso ocorreu no dia 31 de maio e foi inicialmente comunicado como um suposto enforcamento, mas a perícia encontrou inconsistências entre os vestígios e a versão apresentada pelo funcionário.
- Uma testemunha revelou que o zelador tentou convencê-lo a confirmar a narrativa falsa, mas ele negou e relatou temer represálias.
- Odiley acabou confessando que alterou a cena do crime e pediu à testemunha que mentisse.
Portanto, a suspeita é que a vítima tenha sido contida com um golpe de “mata-leão” ou pela própria corda usada na encenação, sendo deixada imobilizada e sem condições de defesa.
Entenda o caso em detalhes e confira como a Polícia Civil investiga a morte de Alessandro Sidinei Braga em nossa reportagem anterior: Morte em clínica de reabilitação: já tem suspeito.
Além disso, o MPMT sustentou que Odiley teria tentado forjar um suicídio para encobrir o homicídio, o que caracteriza fraude processual e risco à instrução criminal.
Em conclusão, o juiz Moacir Rogério Tortato entendeu que há materialidade e indícios de autoria suficientes para manter Odiley preso e destacou que apenas a tentativa de fraudar a cena do crime já justifica a prisão preventiva.










