Justiça nega soltar “Dandão”, líder do CV em Cuiabá, e decreta prisão do filho 

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A prisão de Sebastião Lauze Queiroz de Amorim e Ronaldo Queiroz de Amorim Junior foi decretada pela Justiça em Cuiabá.
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O juiz Jean Garcia Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal, decidiu negar o pedido de prisão domiciliar do apontado líder do Comando Vermelho em Cuiabá, Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Dandão”.

O magistrado também decretou a prisão preventiva de seu filho, Ronaldo Queiroz de Amorim Junior, que violou a tornozeleira eletrônica e não atendeu às tentativas de contato da Central de Monitoramento.

A defesa de Sebastião alegava problemas cardíacos graves para justificar a prisão domiciliar. No entanto, o Ministério Público e a Justiça concluíram que o Estado vem prestando atendimento médico adequado ao réu dentro do sistema prisional.

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De acordo com as informações juntadas aos autos, Sebastião foi regularmente escoltado a consulta com cardiologista, está em uso contínuo de medicamentos para hipertensão e prevenção de AVC, recebe dieta especial e apresentou bom estado geral na última avaliação médica.

O juiz destacou que “o atendimento de saúde prestado ao custodiado vem sendo adequado, contínuo e compatível com suas necessidades clínicas”. Apesar da negativa, foi determinada a realização de perícia médica cardiológica no prazo de 10 dias.

Já sobre Ronaldo, o Ministério Público informou que ele violou a tornozeleira, não respondeu às tentativas de contato da Central de Monitoramento e não foi localizado quando policiais tentaram cumprir mandados de prisão. A tornozeleira rompida foi encontrada dentro de sua residência. O juiz acolheu o pedido e decretou a prisão preventiva, expedindo mandado de prisão.

“ACOLHO o pleito ministerial de DECRETO a prisão preventiva de RONALDO QUEIROZ DE AMORIM JUNIOR”, decidiu o juiz.

O processo também envolve pedidos patrimoniais. O Banco Toyota S/A pediu a restituição de veículo apreendido. A esposa de um dos líderes do CV, Thailla Momesso Rondon, pediu o desbloqueio de dois imóveis de sua propriedade.

O juiz determinou que ambos os pedidos sejam feitos em processos separados. O MP se manifestou contra o desbloqueio dos imóveis de Thailla, argumentando que ela não comprovou a origem lícita dos recursos e que os bens interessam à persecução penal, já que seu marido, Ozias Rodrigues, figura como réu em processo conexo por lavagem de dinheiro.

As investigações apontam Sebastião como líder da facção Comando Vermelho em Cuiabá, responsável por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e jogos de azar ilegais. O núcleo familiar era utilizado para ocultar patrimônio.

Com a decisão, Sebastião permanece preso e Ronaldo teve a prisão preventiva decretada, sendo considerado foragido.

“INDEFIRO a concessão de prisão domiciliar a SEBASTIÃO LAUZE QUEIROZ DE AMORIM”, decidiu o juiz Jean Garcia.

Operação Ludus Sordidus

A Operação Ludus Sordidus foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PC-MT) para desarticular uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, jogos de azar (bets ilegais), estelionato e lavagem de capitais na região metropolitana de Cuiabá. O nome em latim significa “Jogo Sujo”, em referência à fachada de benfeitor comunitário de um dos líderes.

Sebastião Lauze é o principal alvo da operação. Ele atuava como presidente de um time de futebol amador (SN Futebol Clube) e usava ações sociais nos bairros Jardim Liberdade e Osmar Cabral como fachada para controlar o tráfico de drogas e movimentar o dinheiro ilícito.

 

 

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