Mato Grosso Crime Organizado: Velho Ban foi morto em confronto com a polícia

Velho Ban morto em confronto com a polícia
Delegado Gustavo Belão confirma que Francivaldo Moreira Pontes, conhecido como "Velho Ban", foi o mentor do maior assalto de Mato Grosso
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Mato Grosso Crime Organizado

O delegado Gustavo Belão confirmou que o produtor rural Francivaldo Moreira Pontes, conhecido como “Velho Ban”, foi o mentor do maior assalto de Mato Grosso. Ele comandou um consórcio criminoso responsável por financiar o mega-assalto à transportadora de valores Brinks, em Confresa, em 9 de abril de 2023.

Apesar de ser conhecido pelos nomes falsos “Levi Ferreira Gonçalves” e “Ronaldo Leão da Gama”, Francivaldo mantinha uma vida paralela como produtor rural, enquanto investia na aquisição de terras como estratégia para “lavagem de dinheiro”. Além disso, ele havia seis mandados de prisão em aberto fora do estado de Mato Grosso.

Segundo as investigações, “Velho Ban” não apenas financiou a ação, mas também participou diretamente da execução. Ele estava presente no dia do ataque e teria reagido às equipes policiais com um fuzil durante tentativas de captura no dia 26 de novembro de 2024, no interior do Pará, ocasião em que foi morto.

Atuação do “Velho Ban”

As investigações apontam que ele era a principal liderança do núcleo de comando e financeiro da organização criminosa, responsável por movimentar a maior parte dos recursos utilizados no ataque. O grupo, segundo a polícia, funcionava como um “consórcio” entre criminosos experientes, empresários e pessoas sem antecedentes.

Em conclusão, o plano que ele ajudou a estruturar começou a ser desenhado meses antes do crime. Ainda em novembro de 2022, integrantes da quadrilha já estavam na região realizando levantamentos logísticos, estudando rotas de fuga e mapeando a atuação das forças de segurança.

O ataque foi colocado em prática em abril de 2023, com um nível de organização considerado superior ao chamado “novo cangaço”. Cerca de 20 criminosos fortemente armados, com seis veículos blindados, armamento de grosso calibre e ao menos 50 explosivos, sitiaram a cidade.

Leia também: Mega-assalto Brinks em Confresa: como foi a ação policial

O alvo era o cofre da transportadora, onde os criminosos acreditavam haver entre R$ 40 milhões e R$ 60 milhões. No entanto, o ataque fracassou após o acionamento de um dispositivo de segurança, que liberou uma substância química e impossibilitou a permanência no local.

Após o fracasso, o grupo deixou para trás veículos, explosivos e parte do material utilizado, levando apenas cerca de R$ 2 mil. O rastro financeiro e logístico permitiu à polícia avançar nas investigações, que culminaram na terceira fase da Operação Pentágono.

Até o momento, ao menos 15 pessoas foram presas e 97 ordens judiciais foram cumpridas, incluindo 27 mandados de prisão e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 6 milhões.

Além disso, as investigações apontam que o grupo atuou de forma mais técnica, “fria e calculista”, com foco total na execução do plano e tempo rigorosamente controlado.

Em resumo, a atuação do “Velho Ban” foi fundamental para o sucesso do mega-assalto e a investigação que culminou na terceira fase da Operação Pentágono.

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