Júri condena mandante e executor de homicídio em MT a 35 anos de prisão

Condenados a 35 anos por homicídio qualificado em Mato Grosso, retratando a sentença do Tribunal do Júri.
Sentença do Tribunal do Júri de Alto Araguaia condena dois homens a 35 anos por homicídio qualificado em Mato Grosso.
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Condenados em MT a 35 anos de prisão por homicídio qualificado

Em uma decisão inédita, o Tribunal do Júri de Alto Araguaia, no estado de Mato Grosso, condenou Wellington David de Souza e Ruberval Elias da Silva a 35 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado em MT. A sentença foi proferida na terça-feira (24) e representa um marco na luta contra a violência no estado.

Os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, reconhecendo Wellington como executor dos disparos e Ruberval como mandante do crime. O promotor de Justiça Elton Oliveira Amaral atuou na sessão.

Condenados por homicídio qualificado em MT

Wellington David de Souza foi condenado a 15 anos de reclusão por homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ruberval Elias da Silva, conhecido como “Bim”, recebeu pena de 20 anos de prisão por motivo torpe e pelo emprego de recurso que dificultou qualquer reação de Gilvanio.

Logo após a sentença, o Ministério Público interpôs recurso de apelação por discordar da dosimetria aplicada. Leia também: As investigações apontaram que o crime foi meticulosamente planejado.

Na madrugada de 15 de janeiro de 2020, por volta de 1h30, Wellington ligou para Gilvanio pedindo carona sob o pretexto de buscar uma amiga. Sem suspeitar da armadilha, a vítima o levou até o destino indicado, no bairro Maria das Graças. No local, Wellington sacou um revólver fornecido por Ruberval e efetuou disparos à queima-roupa contra a cabeça de Gilvanio, que morreu ainda dentro do veículo.

Ruberval teria encomendado a execução por vingança pessoal, prometido pagamento em dinheiro ao executor e fornecido a arma utilizada. Com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a soberania dos veredictos do Tribunal do Júri, os condenados tiveram a execução provisória das penas decretada imediatamente, sem direito de recorrer em liberdade.

Ao todo, os condenados foram condenados a 35 anos de prisão por homicídio qualificado em MT, além de pagar indenização mínima de R$ 20 mil aos familiares e herdeiros da vítima, que deixou filhos menores.

Crime meticulosamente planejado

Além disso, as investigações apontaram que o crime foi meticulosamente planejado e executado com extrema crueldade, o que aumenta a gravidade do crime e a necessidade de uma punição severa. Portanto, a condenação dos condenados é um passo importante na luta contra a violência e a impunidade no estado de Mato Grosso.

No entanto, é importante lembrar que a justiça não é feita apenas com a condenação de criminosos, mas também com a promoção da segurança e da justiça social. Além disso, a sociedade civil tem um papel fundamental a desempenhar na prevenção da violência e na promoção da cidadania.

Em conclusão, a condenação dos condenados por homicídio qualificado em MT é um marco importante na luta contra a violência e a impunidade no estado. É fundamental que a sociedade civil continue a lutar por uma justiça mais justa e por uma sociedade mais segura e equitativa.

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