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Partidos políticos no Brasil, decisão de Mauro Mendes
Decisão do governador Mauro Mendes sobre vereadora Michelly Alencar disputar uma vaga na Assembleia Legislativa
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O governador Mauro Mendes (União) disse, nesta terça-feira (03), que o União Brasil não vai liberar a vereadora Michelly Alencar para mudar de partido visando a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa na eleição deste ano. Mauro, que é o presidente estadual do União, disse que a medida vale para todos os vereadores do partido no estado.

Neste ano, a janela partidária é válida apenas para deputados estaduais e federais. Vereadores necessitam de carta de liberação da legenda a qual estão vinculados ou ingressar na Justiça Eleitoral e aguardar decisão favorável.

A decisão foi tomada em reunião com os membros da executiva do partido e os deputados estaduais, na segunda (02), onde foi decidido, por unanimidade, negar os pedidos que forem apresentados nesse sentido.

“Os deputados estaduais do partido não abrem mão e não vão para liberar nenhum vereador candidato em nenhum município do estado de Mato Grosso”, disse Mauro em conversa com a imprensa.

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Conforme o governador, nenhum vereador do partido no estado se elegeu sozinho, isto é, todos precisaram dos votos do partido para conseguirem suas cadeiras nas Câmaras Municipais.

“Nenhum desses vereadores se elegeu com seu próprio voto. Se algum vereador se elegeu 100% com os votos que ele fez, ele será liberado. Eu vou defender isso. Mas se ele foi eleito com voto de outros membros do partido, esse mandato também é desses outros membros. Então nós não vamos liberar. Foi essa a decisão tomada, defendida por todos os deputados estaduais e teve a concordância de todos os presentes”, sacramentou Mauro Mendes.

No Brasil existem dois tipos de votação. Na eleição majoritária, para escolha de presidente, senador, governador e prefeito, o mandato pertence ao político que se elegeu. No caso das eleições proporcionais, válida para deputados e vereadores, o mandato é do partido.

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Michelly gostaria de tentar a disputa para uma vaga na Assembleia Legislativa e, sem espaço no União Brasil, pediu que fosse liberada para outra legenda, pedido que não será atendido. Em setembro, ela sinalizou que desistiria do projeto se não conseguisse a carta de liberação.

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