Pirâmide Financeira bloqueada em Mato Grosso com R$ 30 milhões em ativos

Bloqueio de R$ 30 milhões em ativos de pirâmide financeira em Mato Grosso
Decisão judicial bloqueia até R$ 30 milhões de ativos de esquema de pirâmide em MT
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A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Defesa do Consumidor obteve liminar favorável em Ação Civil Pública (ACP) ajuizada contra um grupo de empresas e pessoas físicas ligadas à empresa Metaverso Investimento, acusada de praticar captação irregular de recursos, promessa de rendimentos irreais, pirâmide financeira e outras ilegalidades, em Mato Grosso.

Além disso, a decisão judicial determinou o bloqueio de até R$ 30 milhões em ativos financeiros e bens pertencentes a todas as empresas do grupo e aos sócios e envolvidos, visando evitar a dissipação patrimonial e assegurar futura reparação aos consumidores lesados.

De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, o grupo investigado atraía consumidores com a promessa de rendimentos fixos entre 5% e 10% ao mês, além de retorno anual superior de 134%.

No entanto, a empresa responsável pela captação se apresentava ao público como experiente no mercado financeiro, com 18 anos de atividade, quando na verdade foi constituída apenas em 2023, sem histórico compatível com o que divulgava.

A partir de 2024, investidores começaram a relatar atrasos nos pagamentos, não recebimento dos rendimentos prometidos e dificuldades para sacar os valores aplicados. Em resposta às reclamações, os responsáveis afirmaram que o problema seria consequência de um bloqueio arbitrário realizado pelo Banco BTG Pactual, informação que foi negada pelo próprio banco.

  • A Operação “Rede de Mentiras”, deflagrada em setembro de 2025, resultou na prisão preventiva de Jonathan Bispo, apontado como um dos líderes do esquema.
  • O prejuízo apurado na fase investigatória a partir dos valores informados pelas vítimas seria de mais de R$ 21 milhões.

O caso é um exemplo de pirâmide financeira em Mato Grosso, que requer atenção especial dos consumidores e dos órgãos de fiscalização.

A Ação Civil Pública tramita em segredo de justiça em razão de conter dados pessoais das vítimas.

Por exemplo, a empresa Metaverso Investimento oferecia supostos investimentos de forma informal, principalmente por WhatsApp e Telegram, enquanto a formalização contratual ocorria por meio de outra empresa do mesmo conglomerado.

Lembre-se de verificar a credibilidade de qualquer empresa antes de investir.

Confira mais informações sobre o caso na reportagem recente publicada em nosso portal: Operação “Rede de Mentiras”.

Além disso, leia mais sobre o assunto e como evitar golpes e pirâmides financeiras em Mato Grosso com a nossa reportagem: Musas da Pirâmide enfrenta disputa judicial com ex e Pirâmide Financeira Cuiabá: Juiz Extingue Punibilidade de Empresário Acusado.

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