Em uma triste história que reforça a necessidade de mudanças nos procedimentos de tratamento de mulheres presas, a advogada Walter Djones Rapuano, responsável pela defesa da mulher que acusa o policial civil Manoel Batista da Silva de estupro, apresentou novos detalhes sobre os abusos sexuais que teriam ocorrido enquanto a vítima estava detida na Delegacia de Polícia Civil de Sorriso, a (420 km de Cuiabá).
No entanto, de acordo com a defesa, a vítima sofreu quatro episódios de violência sexual entre a noite de 9 de dezembro de 2025 e a madrugada do dia 10, além de ameaças de morte contra sua filha menor.
Quem é o suspeito?
Segundo a nota, em todas as ocasiões, o modus operandi se repetiu: o policial civil retirava a vítima da cela e a levava até uma sala vazia da delegacia, onde cometia os abusos. Por exemplo, em todas as vezes o agressor teria ameaçado matar a filha menor da vítima, caso ela gritasse ou denunciasse os crimes.
Em conclusão, a mulher foi transferida da Delegacia de Sorriso para a Cadeia Feminina de Arenápolis, onde permaneceu presa até a noite de 11 de dezembro de 2025.
A partir daí, a defesa reuniu provas que demonstravam a inocência dela em relação ao crime pelo qual havia sido presa e encaminhou o material ao delegado responsável, que representou junto ao Juízo da Primeira Vara Criminal pela revogação da prisão.
Segundo o portal163.com.br, a decisão judicial que concedeu a liberdade foi publicada no dia 11 de dezembro, às 18h05.
Prisão do suspeito
A prisão preventiva do policial civil foi cumprida no último domingo na residência dele, no bairro Jardim Aurora, e foram apreendidas arma e munições funcionais.
Segundo a delegada do caso, o DNA encontrado no corpo da vítima foi compatível com o do investigador.
“Infelizmente, o dele testou positivo. O resultado foi que ele era contribuinte do material genético coletado da vítima”, afirmou.
Além do processo criminal, Manoel também será investigado administrativamente. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil acompanha o caso e informou que adotará as medidas cabíveis.
Em nota, a instituição afirmou que não tolera desvios de conduta.
Por fim, a vítima e seus advogados esperam que o policial civil apontado como autor destes delitos permaneça preso e seja responsabilizado por seus atos, respeitado o devido processo legal e o seu direito de defesa.
Esperam também que os procedimentos no que diz respeito ao tratamento de mulheres submetidas à prisão sejam revistos pela Polícia Judiciária Civil, notadamente no que tange à necessidade da presença permanente de uma policial do sexo feminino para realizar todo e qualquer procedimento que envolvam mulheres presas.
Aqui você também pode ler mais sobre Delegada ameaçada após defender investigação contra policial preso por estupro e Padrasto é preso por estuprar enteada.










