Com a decisão da juíza Giovana Pasqual de Mello, da 4ª Vara Cível de Sinop, o grupo econômico fundado pelo produtor rural Arildo Batista Dalto entrou em recuperação judicial após enfrentar uma grave crise financeira agravada pelo assassinato do patriarca da família, ocorrido em fevereiro de 2024.
A crise econômico-financeira decorreu de uma sucessão de fatores, como os impactos da pandemia da Covid-19, eventos climáticos severos, elevação das taxas de juros, queda no preço da arroba do boi, retração do mercado de terras e, sobretudo, o falecimento de Arildo Batista Dalto, em 2024, que desestruturou a condução das atividades do grupo.
Segundo a juíza, a decisão foi motivada pela necessidade de preservar a empresa e garantir a continuidade das atividades produtivas.
Recuperação Judicial em Mato Grosso
Com a publicação do edital, credores e terceiros interessados têm prazo legal de 15 dias para apresentar habilitações ou divergências diretamente ao administrador judicial nomeado no processo.
As dívidas do Grupo Dalto totalizam R$ 4.501.840,81, entre instituições financeiras, cooperativas de crédito e fornecedores ligados ao setor agropecuário.
A juíza determinou a suspensão das ações de cobrança e execuções contra o grupo, a dispensa da apresentação de certidões negativas e a obrigatoriedade do uso da expressão “em recuperação judicial” em todos os atos e documentos, portanto.
Além disso, o grupo atua na produção rural, com histórico no cultivo, industrialização e comercialização de café, além de atividades na pecuária e, mais recentemente, no cultivo de sementes, especialmente milho.
Segundo um artigo publicado no Portal 163, a região de Colniza é conhecida por sua produção de café de alta qualidade.
No entanto, a crise econômica afetou negativamente a atividade, levando o Grupo Dalto a buscar a recuperação judicial para garantir a continuidade das operações.
Dívidas do Grupo Dalto
As dívidas do Grupo Dalto totalizam R$ 4.501.840,81, entre instituições financeiras, cooperativas de crédito e fornecedores ligados ao setor agropecuário.
Entre os principais credores estão instituições financeiras, cooperativas de crédito e fornecedores ligados ao setor agropecuário, em razão da falência do produtor.
Além disso, o Grupo Dalto também enfrentou problemas com a retração do mercado de terras e a queda no preço da arroba do boi, o que agravou a crise econômica.
Assassinato de Arildo Batista Dalto
Arildo foi assassinado no dia 15 de fevereiro de 2024, na porteira de sua fazenda, em Colniza.
Ele foi vítima de uma emboscada e atingido por 13 disparos de arma de fogo, o que agravou a crise econômica do Grupo Dalto.
Em dezembro de 2025, o agiota Elinaldo Fontelis Costa foi condenado a 16 anos de prisão, em regime fechado, como mandante do crime, em conclusão.
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