A ex-secretária da Casa Civil de Mato Grosso, Paolla Reis, busca justiça após a morte filha neta parto de sua filha, Laísa Júlia Reis Oliveira Lira, e da neta recém-nascida, Ayla Souza Reis. O hospital Beneficente Santa Helena, em Cuiabá, é o alvo da ação judicial. Portanto, a família alega falhas médicas graves e negligência no atendimento.
Busca por socorro e negligência médica no parto
A história trágica começou em setembro de 2024. Laísa, grávida de 38 semanas, procurou o hospital com sintomas preocupantes. Primeiramente, em 2 de setembro, ela apresentou febre alta e batimentos fetais acelerados. Contudo, mesmo com os sinais de alerta, a gestante foi liberada sem exames adequados.
No dia seguinte, 3 de setembro, Laísa retornou com febre elevada e o quadro fetal agravado. Mais uma vez, a orientação foi aguardar em casa. Por conseguinte, a família relata que a omissão de socorro foi evidente.
Somente na madrugada de 4 de setembro, durante a terceira ida ao hospital, foram detectados sinais de infecção generalizada. No entanto, a equipe médica ainda assim não autorizou a internação imediata nem providenciou a transferência para um centro de maior complexidade.
Luta pela vida e o desfecho fatal em Cuiabá
Diante da falta de ação, a família decidiu, por conta própria, levar Laísa ao Hospital Geral Universitário (HGU). Lá, uma cesariana de emergência foi realizada. Tragicamente, nem Laísa nem a pequena Ayla resistiram à infecção e faleceram horas depois. Conforme os autos do processo, a paciente sofreu atonia uterina e outras complicações que levaram à parada cardíaca.
A busca por justiça e o destino da indenização
O advogado Murilo de Moura Gonçalves enfatiza que o processo visa responsabilizar o hospital por falhas graves de conduta médica. “A paciente procurou o hospital três vezes e teve o pedido de socorro ignorado”, ressalta o defensor. Além disso, a ação é um clamor por justiça para todas as mulheres que enfrentam situações similares.
Paolla Reis, mãe e avó enlutada, afirma que a ação não tem motivação financeira, mas sim simbólica e reparadora. O valor de R$ 2,4 milhões, pedido como indenização, será destinado a projetos sociais. Especificamente, estes projetos apoiavam as causas de Laísa em vida, focados na proteção de mulheres e na promoção da justiça social.
Contexto e comoção em Mato Grosso
O processo foi protocolado em 3 de outubro de 2025, na 6ª Vara Cível da Capital, com gratuidade processual. Em suma, o caso ganhou grande repercussão pela trajetória de Laísa, bacharel em Direito e atuante em causas sociais. Ela compartilhava a gestação e a expectativa pela filha nas redes. A morte filha neta parto gerou forte comoção em todo o Mato Grosso, evidenciando a fragilidade em situações de parto.
É importante destacar que o Brasil registra cerca de 2 mil mortes maternas anualmente, um número alarmante que reflete a necessidade de melhorias no atendimento. O Conselho Nacional de Saúde estima que mais de 90% dessas mortes poderiam ser evitadas. Portanto, a escuta ativa das gestantes e o cumprimento rigoroso dos protocolos são essenciais. Para mais informações sobre casos de saúde em Mato Grosso, visite nosso portal.
A luta por um atendimento digno e o fim da negligência médica continuam. A busca por justiça por Laísa e Ayla é um exemplo para todos nós.









