Caseiro de chácara foi executor de advogado; um PM está foragido

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DA REDAÇÃO

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP) deflagrou, nesta quinta-feira (6.3), mais uma fase da Operação Office Crimes – A Outra Face, que apura o homicídio do advogado Renato Gomes Nery.

A operação teve como objetivo cumprir seis mandados de prisão temporária contra pessoas com envolvimento no crime, sendo cinco policiais militares e Alex Roberto de Queiroz Silva, que trabalha como caseiro e é apontado como o executor, além de dois mandados de busca e apreensão.

O executor é funcionário do 3º sargento Heron Teixeira Pena Vieira, que teve a prisão decretada. Outros militares alvos da operação são o 3º Sargento Leonardo de Oliveira Penha, 2º Sargento Jorge Rodrigo Martins e o cabo Wailson Alesandro Medeiros Ramos. Um outro militar ainda não teve a identidade revelada.

Dos alvos com a prisão decretada, cinco (quatro militares e o executor) foram presos e um militar encontra-se foragido. As buscas foram cumpridas em uma chácara de uso dos investigados situada no bairro Capão Grande, em Várzea Grande, e no Batalhão de Ronda Ostensiva Tático Metropolitana, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá.

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As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá (Nipo), no decorrer das investigações conduzidas pela DHPP.

Nesta fase da Operação Office Crime – A Outra Face também foi apreendida uma arma de fogo, instrumento utilizado no homicídio. Os policiais civis também identificaram a rota de fuga usada pelo executor do crime, bem como a motocicleta usada e que foi apreendida.

O homicídio

Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas foi a óbito horas após o procedimento médico.

Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio de Renato Nery.

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