LETICIA AVALOS
Da Redação
O governador Mauro Mendes (União) criticou o Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), sancionado pelo Governo Federal em janeiro deste ano. Para ele, a iniciativa que facilita a quitação de déficits pelos estados mais endividados com a União é injusta com Mato Grosso, que possui o índice mais alto de solvência fiscal do país.
“Não é justo com quem faz a lição de casa, faz ajuste fiscal, compra as brigas que são necessárias serem compradas para consertar uma gestão pública e fazer com que ela seja eficiente, em detrimento de outros que, não só agora, mas durante décadas não se comportaram corretamente na condução de políticas fiscais e públicas, gastando mais do que arrecadavam, gerando todo esse endividamento”, respondeu em entrevista ao podcast da Agência Estado.
Segundo o Planalto, o Propag prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas em até 30 anos, mas também cria um fundo de equalização federativa para compensar os estados em boa situação fiscal.
Leia mais:
Prefeitura de VG nomeia Comissão para planejamento do orçamento 2025
Audiência pública analisa contas de 2024 da prefeitura de Cuiabá
Deputado critica proposta de mobilizar ALs em prol da anistia
No final de 2024, o Centro de Liderança Pública (CLP) divulgou o ranking do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), que apontou Mato Grosso como o líder entre os estados que mais conseguem manter suas dívidas sob controle, gastando menos do que arrecada. O índice do estado foi de -19,80%.
De acordo com Mendes, outros governadores de estados pouco endividados também estão insatisfeitos. “Quando vem premiar esses superendividados, os que fizeram a lição de casa têm o direito de reclamar sim! Nós estamos reclamando, outros estados estão reclamando, e nós precisamos ter um tratamento porque senão é um prêmio à ineficiência”, disparou o governador.
No entanto, Mendes fez questão de esclarecer que a sua crítica não se destina a outros governadores que estão atualmente em mandato, mas a estados que têm um longo histórico de gestões irresponsáveis. “Isso é uma herança de muitos anos, às vezes de muitas décadas, mas é uma herança de estados que tiveram políticos que não conduziram com clareza a sua política fiscal”, concluiu.
Quer receber notícias no seu celular? Participe do nosso grupo do WhatsApp clicando aqui .
Tem alguma denúncia para ser feita? Salve o número e entre em contato com o canal de denúncias do Midiajur pelo WhatsApp: (65) 993414107. A reportagem garante o sigilo da fonte.











