Coronel Fernanda cobra presença de Vorcaro em CPMI do INSS

Imagem da deputada Coronel Fernanda em sessão da CPMI do INSS
Deputada Coronel Fernanda reage à decisão do ministro André Mendonça sobre a presença de Daniel Vorcaro em CPMI do INSS
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Vorcaro INSS CPMI é um caso que está sendo muito debatido no país.

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) reagiu com firmeza à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que desobrigou o banqueiro Daniel Vorcaro de comparecer às oitivas no Congresso Nacional. “Nós não podemos permitir que este homem não fale com essa comissão”, afirmou durante sessão da CPMI.

Para a parlamentar, a comissão não pode permitir que o investigado deixe de prestar esclarecimentos sobre as suspeitas que envolvem o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.

Ausência de Vorcaro levanta questionamentos

A ausência de Vorcaro à CPMI levanta ainda mais questionamentos sobre a gravidade dos fatos investigados. “Nós estamos vendo que há indícios de crimes que vão além de roubar aposentados e pensionistas”, disse a deputada.

“O Brasil precisa saber a verdade”, afirmou Coronel Fernanda, que defende a presença obrigatória de Vorcaro em Brasília. “Nós vamos até ele saber a verdade”, completou.

Coronel Fernanda chamou Vorcaro de “Jeffrey brasileiro” em alusão ao empresário norte-americano Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais e de manter uma rede de exploração envolvendo figuras influentes do mundo político e de entretenimento.

“Nós vimos nos Estados Unidos um esquema que misturava poder, dinheiro e crimes gravíssimos. Aqui no Brasil, há relatos de festas, prostituição e troca de favores políticos”, disse a deputada.

Enquanto integrantes da CPMI defendem a presença obrigatória em Brasília, outras comissões do Senado discutem alternativas como depoimento em São Paulo ou por videoconferência. Por exemplo, a comissão de Direitos Humanos do Senado já solicitou informações sobre a possibilidade de Vorcaro ser ouvido por videoconferência.

Para a deputada, a CPMI foi criada justamente para enfrentar estruturas de poder que, segundo ela, operaram à margem da lei e prejudicaram milhares de brasileiros vulneráveis. “Estamos falando de pessoas que trabalhavam a vida inteira e foram lesadas. Não haverá recuo. A CPMI vai até o fim, doa a quem doer”, concluiu.

Leia também: CPMI do INSS suspende sessão por escassez de espaço para os depositantes

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