Vereadora rejeita desculpas por xingamento e denuncia violência política de gênero
A vereadora Katiuscia Manteli (PSB) rejeitou o pedido de desculpas do vereador Gilson da Agricultura (União Brasil), de Pedra Preta. Ele proferiu ofensas à prefeita Iraci Ferreira (PSDB) em sessão plenária, chamando-a de “cachorra viciada”, um ato claro de violência política de gênero.
Rejeição do pedido de desculpas
Na Câmara de Cuiabá, Katiuscia leu a nota de retratação do colega, mas a classificou como uma “piada”. Ela declarou com veemência que o pedido de desculpas, com a ressalva “se eu te ofendi”, não seria aceito. “Sim, o senhor ofendeu. Ofendeu a prefeita Iraci e todas as mulheres que ocupam cargos públicos ou não em Mato Grosso,” afirmou a vereadora.
Katiuscia ressaltou a gravidade da ofensa. A conotação “cachorra viciada” é inaceitável, especialmente em uma sessão plenária. Portanto, a postura foi considerada uma agressão pessoal e política.
O impacto da violência política de gênero na democracia
A vereadora explicou que o caso se enquadra na violência política de gênero. O ataque foi direcionado à posição e à presença feminina da prefeita, não às suas ideias. O objetivo do vereador era desqualificar o trabalho da prefeita por meio de estereótipos. “É quando o cenário político se transforma em palco de agressões verbais e pessoais. E nós não vamos aceitar isso”, declarou Katiuscia.
Ela enfatizou a participação das mulheres na política como um direito constitucional. “A presença das mulheres na política não é favor, não é concessão e muito menos exceção. É um direito constitucional. O que o senhor fez é um crime contra a mulher, um crime contra a democracia.”
Por fim, a vereadora convidou os parlamentares a subscreverem a Moção de Repúdio. A ação demonstra solidariedade à prefeita Iraci Ferreira e a todas as mulheres vítimas de violência política de gênero. Para mais informações sobre direitos e combate à discriminação, consulte Desvendando violência política de gênero na Câmara.










