Na democracia, o confronto deve acontecer no campo das ideias. Além disso, transformar intimidação em ferramenta política não pode ser normalizado. violência política de gênero não é apenas episódio isolado; é um padrão que afeta quem ocupa espaço público. Portanto, é essencial enfrentá-lo.
Recentemente, recebi no meu e-mail pessoal uma mensagem com ameaças graves contra mim e minha família. Além disso, o conteúdo demonstrava conhecimento sobre aspectos da minha rotina institucional em Brasília, mencionava deslocamentos e trazia referências que ultrapassavam qualquer limite aceitável dentro de uma sociedade democrática. Diante da gravidade, registrei boletim de ocorrência, reforcei minha segurança e encaminhei o caso às autoridades competentes e à Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados.
- O episódio expõe o uso da intimidação para silenciar vozes públicas.
- As medidas tomadas reforçam a proteção a autoridades e familiares.
- A violência de gênero na política não é apenas crítica, é uma estratégia de desgaste.
Veja bem: este artigo não é sobre medo; é sobre método. Quem vê esse episódio como fato isolado enxerga apenas a ponta do iceberg. Além disso, ataques nas redes sociais vão além da crítica política e promovem desgaste, violência política e de gênero.
No entanto, isso não acontece apenas comigo; ocorre com as mulheres que ousam ter posicionamento ideológico e representatividade política. Quando uma mulher ocupa espaço político, muitos contestam sua legitimidade, apelando para a honra.
Quando uma mulher está na política, questionam sua presença. Seu direito de falar. Seu comportamento. Sua firmeza. Sua autoridade. E, quando isso não funciona, tentam impor o medo.
violência política de gênero
Violência política de gênero não começa apenas quando tentam impedir uma candidatura ou restringir formalmente um mandato; ela começa quando criam ambiente hostil para que mulheres pensem duas vezes antes de continuar. Além disso, transformar redes sociais em espaços permanentes de intimidação faz o ataque mirar a existência política daquela mulher – ou até mesmo a sua existência física.
O recado implícito é sempre o mesmo: “fale menos”, “apareça menos”, “ocupe menos espaço”.
Só que existe algo que precisa ficar claro. Nenhuma ameaça muda convicções. Nenhum ataque substitui argumento. violência política de gênero não terá mais força do que o compromisso que assumi quando entrei para a vida pública. Quem mandou aquela mensagem perdeu tempo. Eu não entrei na política para ter medo. Entrei para servir, representar e fazer justiça. E se existe uma resposta possível para quem acredita que consegue calar mulheres por meio da intimidação, ela é simples: seguiremos ocupando os espaços, falando com ainda mais firmeza e trabalhando com ainda mais convicção.
Porque a democracia não sobrevive onde o medo vence. E nenhuma mulher deve ser obrigada a escolher entre exercer seu mandato e preservar sua segurança. Coronel Fernanda é deputada federal pelo PL de Mato Grosso.
Para ampliar o debate, leia também Valorização do Homem em Cuiabá: Uma Semana de Reconhecimento.
Para acompanhar medidas de proteção a mulheres na vida pública, leia mais no portal Portal163.









