Combate à Violência Doméstica: Capacitação em Cuiabá

Profissionais de saúde em capacitação sobre violência doméstica e familiar.
Equipe do Hospital Amecor recebe treinamento focado em violência doméstica e familiar.
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A violência doméstica e familiar é um problema social que exige atenção contínua e ações de conscientização. Em Cuiabá, a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), ligada ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), tem intensificado seus esforços. Como parte da campanha Agosto Lilás, o Hospital Amecor foi palco de uma capacitação essencial nesta quarta-feira (20 de agosto), voltada para seus profissionais.

Enfrentamento à violência doméstica e familiar

Profissionais de diversas áreas do Hospital Amecor participaram da ação, aprendendo a identificar sinais de agressão e a oferecer o suporte adequado a quem vivencia situações de violência doméstica e familiar. O objetivo é fortalecer a rede de apoio e o combate a essa triste realidade. Adriany Carvalho e Danilo Cesar Correia da Silva, da Cemulher-MT, ministraram a palestra, enfatizando a importância do acolhimento e da escuta qualificada, sem julgamentos. A equipe do hospital está agora mais apta a atender pacientes e colaboradoras em momentos de vulnerabilidade.

Gleiciane Moreira, gerente de Gestão de Pessoas do Amecor, destacou o valor da formação, especialmente considerando que a maioria da equipe é feminina. Ela ressaltou a crença na prevenção da violência e a relevância das informações recebidas.

Panorama histórico e a Lei Maria da Penha

Adriany Carvalho apresentou um panorama histórico sobre a evolução da condição feminina no Brasil, desde o Código Civil de 1916 até a Constituição Federal de 1988. Ela lembrou que, apesar dos progressos, o machismo ainda é um obstáculo significativo. A Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006) representou um marco, ampliando a proteção para além da violência física, incluindo a moral, patrimonial, psicológica e sexual, com o intuito primordial de prevenir e combater a violência doméstica e familiar. É crucial que a busca por ajuda e medidas protetivas ocorra aos primeiros sinais de abuso, como alertou Adriany. Em 2024, o estado já registrou 17.910 medidas protetivas, um reflexo da crescente conscientização sobre o tema.

Relacionamentos tóxicos e a notificação compulsória

O psicólogo Danilo Cesar Correia da Silva focou nos relacionamentos tóxicos e abusivos, detalhando sinais de alerta como ciúme excessivo e controle. Ele também explicou a obrigatoriedade da notificação compulsória por profissionais de saúde, que deve ocorrer em até 24 horas, mesmo diante de indícios de violência. Segundo o psicólogo, a escuta ativa e sem julgamentos por parte do profissional de saúde é um ato de empatia que transforma o hospital em um espaço estratégico de acolhimento. A palestra foi bem recebida, com Harrayla Ferreira enfatizando a importância de disseminar essa informação para além do ambiente jurídico e Breno Henrique Fagundes França expressando maior confiança em identificar sinais de violência.

A Cemulher-MT segue com suas atividades de prevenção e informação, com palestras em escolas e empresas. Para mais detalhes sobre as iniciativas do TJMT, consulte as novidades sobre novos pontos de atendimento.

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