Vereador Sargento Joelson minimiza mágoas após Operação Perfídia

Vereador Sargento Joelson sorri levemente, vestindo terno escuro, em evento público. Keyphrase: vereador Sargento Joelson.
O vereador Sargento Joelson retorna à Câmara e fala sobre a Operação Perfídia, buscando paz.
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O vereador Sargento Joelson (PSB) retornou à Câmara de Cuiabá após quatro meses de afastamento. Ele relembrou que o autor da denúncia, que deflagrou a Operação Perfídia, responde a 51 processos criminais em Mato Grosso e outros estados. Portanto, a credibilidade das informações repassadas fica em xeque.

Joelson nega mágoas com prefeito após denúncia

Ademais, Joelson afirmou que o prefeito Abilio Brunini (PL) agiu corretamente ao encaminhar a denúncia. No entanto, ele reafirmou sua inocência e a do vereador Chico 2000 (PL), que também foi afastado. O vereador Sargento Joelson comentou sobre sua relação com o prefeito, declarando: “Eu sou da base. Mas se estiver errado, se eu achar que não é bom para Cuiabá, eu vou gritar”. Ele aproveitou a oportunidade para agradecer as orações que recebeu durante o período.

Em seu discurso, o vereador Sargento Joelson descreveu que se sentiu “crucificado” e “tratado como leproso”. Além disso, declarou ter sido “condenado” sem sequer ter tido a chance de se defender no processo. Ele também mencionou que tentaram “matá-lo politicamente” para encobrir um rombo de R$4 milhões.

Neste sentido, o vereador Joelson argumenta ter sido vítima de uma armação política. A trama estaria ligada à empresa HB20, responsável por parte das obras do Contorno Leste, em Cuiabá. Segundo Joelson, a denúncia que motivou a Operação Perfídia teria sido construída com base em “prints selecionados”. A motivação seria vingança pessoal e desvio de foco de outro inquérito que apura o suposto desvio de R$ 4 milhões.

“Passamos por um momento único. Pregamos ética por nove anos, e nunca imaginei estar nessa situação. Mas afirmo: atendi essa empresa com o mesmo zelo com que atendi todos os cidadãos ao longo do meu mandato”, declarou.

Joelson também apontou que João Jorge, ex-funcionário da empresa HBO e autor da denúncia, é investigado por desviar R$ 4 milhões. Esses recursos seriam destinados ao pagamento de fornecedores. “Vinte dias antes de me denunciar, ele foi demitido da empresa e passou a ser investigado por desvio dos recursos que estavam na conta dele para pagar esses fornecedores. Pior: há indícios, no inquérito, de que ele usou até menores de idade para movimentar esse dinheiro. São acusações sérias, e estão no inquérito”, completou o vereador.

Em adição, o vereador Sargento Joelson mencionou que empresas ligadas ao Comando Vermelho teriam participado do esquema de lavagem do dinheiro desviado. “Isso está nos documentos. E o que restou foi um rombo: a Prefeitura pagou, a empresa foi embora e os fornecedores não receberam”.

De acordo com Joelson, a denúncia feita à Polícia Civil ocorreu em agosto de 2024, próximo ao período eleitoral, com o apoio de Abilio. Na sua opinião, o prefeito foi “usado politicamente” por João Jorge. “Quando um político recebe uma denúncia, precisa encaminhar. Abilio fez isso, como qualquer um faria. Mas acredito que foi manipulado. João Jorge queria desviar o foco do inquérito em que é investigado”, afirmou.

“Queriam me matar politicamente. Mas eu digo: estou mais forte. Deus me sustentou. Essa situação me aproximou mais da fé, me fortaleceu como homem”, emendou Joelson. No pronunciamento, Joelson enfatizou que sua história não pode ser “destruída por uma armação”.

Ele também falou em perdoar João Jorge. “Já estou perdoando o João Jorge. Ele tentou destruir minha vida, mas só me fortaleceu. O tempo, senhores, é senhor de todas as coisas. E ele vai mostrar quem está falando a verdade”, concluiu.

Saiba mais sobre o caso em: Operação Perfídia.

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