Motorista é indenizado após veículo novo apresentar problemas mecânicos
Um motorista profissional garantiu na Justiça indenização por danos materiais e morais após comprar um veículo zero quilômetro que apresentou defeito mecânico ainda no primeiro mês de uso, um dos mais comuns problemas de veículos novos.
O problema comprometeu sua atividade profissional, o que é uma das principais consequências de um veículo com defeito. Além disso, a situação levou a uma demora no conserto do veículo, o que caracterizou falha no atendimento ao consumidor.
A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve, por unanimidade, a condenação da concessionária responsável pela venda do automóvel.
Veículo zero com defeito: um problema comum
De acordo com o processo, poucos dias após a entrega do carro, o motorista percebeu um ruído anormal na roda dianteira esquerda. O veículo foi levado à concessionária, mas o reparo definitivo demorou a ser realizado porque a peça necessária não estava disponível em estoque.
Nesse sentido, o uso parcial do veículo não elimina o prejuízo, especialmente quando o automóvel é utilizado como ferramenta de trabalho. A decisão destacou que a impossibilidade de usar o carro de forma plena e segura afetou diretamente a atividade profissional do motorista.
- O problema mecânico comprometeu a atividade profissional do motorista.
- A demora no conserto do veículo caracterizou falha no atendimento ao consumidor.
- A concessionária foi condenada a indenizar o motorista por danos materiais e morais.
A indenização por lucros cessantes foi fixada em R$ 820,00, além de R$ 10 mil por danos morais. A decisão foi mantida por unanimidade pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Por exemplo, a frustração pela compra de um veículo novo com defeito, somada à demora na solução do problema e ao impacto na renda do autor, foi considerada suficiente para justificar a indenização.
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A situação foi considerada grave e merecedora de indenização, pois o motorista foi prejudicado em sua atividade profissional e sofreu danos morais.
No entanto, a concessionária alegou que o carro não ficou totalmente parado e que teria sido utilizado pelo motorista durante o período, com registro de mais de quatro mil quilômetros rodados.
Em conclusão, a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso é um exemplo de como é importante garantir a qualidade dos veículos novos e evitar problemas mecânicos.









