Vacinação contra hepatite A: proteção essencial

Ilustração sobre vacinação contra hepatite A e prevenção de infecções.
A vacinação contra hepatite A é a principal proteção; hábitos higiênicos ajudam a reduzir transmissão.
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Portanto, durante a campanha Julho Amarelo, o médico hepatologista Dr. Elton Teixeira reforça que a vacinação contra hepatite A é a principal proteção contra a doença, cuja transmissão ocorre principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados.

vacinação contra hepatite A

Além disso, a transmissão acontece pela via fecal-oral: partículas do vírus eliminadas pelas fezes podem contaminar água, alimentos e superfícies, sendo ingeridas por outras pessoas.

O vírus também pode ser transmitido pelo contato próximo entre pessoas que vivem na mesma casa, em creches, escolas, lares e centros de convivência, bem como em práticas sexuais que envolvem contato oral-anal. É um vírus altamente contagioso, capaz de permanecer ativo por dias em superfícies e alimentos.

No entanto, apesar de na maioria dos casos evoluir de forma benigna, a hepatite A pode provocar insuficiência hepática aguda e, em situações graves, levar à morte. Portanto, a vacinação é a medida mais eficaz de proteção.

“A vacina contra a hepatite A é segura, eficaz e deve ser aplicada antes da exposição ao vírus. Atualmente, não existe tratamento específico para a doença, apenas medidas de suporte. Por isso, prevenir continua sendo a melhor estratégia”, destaca Dr. Elton Teixeira.

Além da vacinação, hábitos simples ajudam a reduzir o risco de contaminação, como lavar corretamente as mãos, higienizar frutas e verduras, consumir água tratada e manter boas condições de higiene durante o preparo dos alimentos. O tratamento adequado do esgoto e o abastecimento de água também são fundamentais para reduzir a circulação do vírus.

Entre as medidas preventivas, vale reforçar que, para entender melhor o tema, é possível consultar o Portal 163 através do link a seguir: Portal 163 – Hepatites Virais.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registra entre 25 mil e 35 mil casos de hepatites virais anualmente. Entre 2000 e 2024, foram contabilizados mais de 826 mil casos confirmados no país.

Em julho de 2025, o Ministério emitiu alerta após identificar aumento de 54,5% nos diagnósticos de hepatite A, com crescimento principalmente entre homens de 20 a 39 anos. Entre 2022 e 2024, a taxa de incidência da doença aumentou 325% no Brasil, sendo que aproximadamente 68% dos casos ocorreram nessa faixa etária, dos quais 78% eram do sexo masculino.

De acordo com o hepatologista, esse cenário está relacionado à baixa cobertura vacinal, mudanças no comportamento epidemiológico da doença, práticas sexuais de maior risco e à falsa percepção de que a hepatite A afeta apenas crianças. “Durante muitos anos, a doença esteve associada à infância e às más condições de saneamento. Hoje, muitos jovens adultos nunca tiveram contato com o vírus e também não foram vacinados, tornando-se um grupo mais vulnerável”, explica.

Os sintomas podem demorar a aparecer; em crianças menores de seis anos, a infecção costuma ser assintomática. Quando aparecem, os sinais mais frequentes são cansaço intenso, febre baixa, náuseas, vômitos, perda de apetite, dor abdominal, urina escura, fezes claras e amarelamento da pele e dos olhos.

Embora a maioria dos pacientes se recupere, cerca de 1% dos casos pode evoluir para hepatite fulminante, condição em que o fígado deixa de funcionar adequadamente. Os principais fatores de risco incluem pessoas acima de 40 anos, portadores de doenças hepáticas, pacientes imunossuprimidos, pessoas em tratamento oncológico, transplantados, pessoas vivendo com HIV e pacientes com doenças crônicas, como diabetes e obesidade.

A insuficiência hepática aguda ocorre quando o fígado perde a capacidade de eliminar toxinas do organismo, podendo provocar confusão mental, hemorragias e falência de múltiplos órgãos. Em alguns casos, o transplante hepático torna-se a única opção.

As mulheres em idade fértil que pretendem engravidar devem manter a vacinação atualizada, pois, embora a hepatite A não cause malformações fetais, a infecção durante a gestação pode ser mais grave. Mulheres que trabalham com crianças ou convivem com elas também possuem maior risco de exposição.

Vacinação disponível na Unimed Cuiabá. O Núcleo de Vacinação atende crianças e adultos, com orientação sobre o calendário vacinal. Além disso, a vacina não é exclusiva para crianças; adultos que nunca foram imunizados também precisam se proteger. A hepatite A continua circulando e os números mostram que os casos estão aumentando

Para ficar informado sobre ações locais de vacinação, consulte o Dia D de vacinação em Cuiabá.

Núcleo de Vacinação Unimed Cuiabá – Rua Barão de Melgaço, 2050 – Centro (em frente ao Pronto Atendimento da Unimed Cuiabá)

Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira, 8h às 18h; Sábado, 8h às 12h

Documentos: documento de identificação e cartão de vacinação; se não possuir, um novo cartão pode ser emitido no atendimento

Informações: (65) 3612-8741 | WhatsApp: (65) 98170-0114

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