MP exige UHE Colíder plano para segurança
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) exige um UHE Colíder plano detalhado, diante da iminente possibilidade de desativação da Usina Hidrelétrica de Colíder. A ação judicial visa garantir a segurança das comunidades e a proteção ambiental.
MPMT exige UHE Colíder plano urgente
A ação, ajuizada contra Eletrobras, Copel e o Estado, pede a elaboração de um plano de descomissionamento em até 120 dias. Essa medida é crucial caso a desativação da usina se torne necessária, segundo o procurador Gerson Barbosa.
Técnicos do MPMT identificaram graves problemas estruturais na UHE Colíder. Erosão interna, falta de instrumentação e registros de sobrepressão foram constatados, indicando risco potencial de ruptura da barragem.
Como medida emergencial, a Eletrobras já realizou o deplecionamento do reservatório. Contudo, essa ação causou a morte de mais de 1.500 peixes e impactou a biodiversidade local.
Danos ambientais e sociais da UHE Colíder
O relatório técnico aponta danos anteriores ao rebaixamento, incluindo a morte de mais de 52 toneladas de peixes no rio Teles Pires. Os prejuízos ecossistêmicos e para a reprodução de espécies são alarmantes.
Os reflexos econômicos são igualmente preocupantes. O rebaixamento do reservatório afetou a pesca, o turismo e o comércio, que movimentava milhões anualmente em Itaúba. Eventos culturais foram prejudicados.
Na ação, o MPMT solicita a revisão da licença ambiental pela Sema. A operação da UHE Colíder tem gerado impactos ambientais contínuos desde sua implantação.
Pedem-se a atualização dos planos de emergência, canais de comunicação e um caucionamento de R$ 200 milhões. Há dúvidas sobre a sustentabilidade da usina, tanto ambiental quanto socioeconômica, especialmente na bacia do Teles Pires.
A UHE Colíder, com potência de 300 MW, opera desde 2019, abrangendo quatro municípios. O futuro da usina e seus impactos regionais exigem atenção imediata.
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