UHE Colíder: Plano de desativação urgente para evitar riscos

Barragem da UHE Colíder com rachaduras evidentes, indicando risco. Foto ilustra a necessidade do plano de desativação.
Riscos estruturais na UHE Colíder exigem plano de desativação imediato para segurança.
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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ajuizou uma ação de tutela de urgência cautelar antecedente exigindo um UHE Colíder plano desativação. Essa medida visa prevenir riscos à segurança e ao meio ambiente diante de possíveis problemas na usina.

UHE Colíder plano desativação é crucial

Técnicos do MPMT identificaram graves problemas estruturais e ambientais na usina. Dentre eles, erosão interna e ausência de instrumentação em diversos drenos. Portanto, cinco drenos chegaram a romper, carregando materiais granulares.

Esses achados indicam um potencial risco de ruptura da barragem. Como medida emergencial, a Eletrobras realizou o deplecionamento do reservatório. No entanto, essa ação causou a morte de mais de 1.500 peixes e impactou a biodiversidade.

Além disso, o relatório técnico revela danos anteriores ao esvaziamento. A UHE Colíder já foi responsável pela morte de mais de 52 toneladas de peixes no rio Teles Pires.

A promotora de Justiça Graziella Salina Ferrari destacou os prejuízos sociais e ecossistêmicos. Ela ressaltou a perda material para a pesca e a afetação da reprodução de espécies importantes.

Impactos socioeconômicos da UHE Colíder

Os reflexos sociais e econômicos da possível desativação da UHE Colíder são alarmantes. O rebaixamento do reservatório comprometeu a pesca, o turismo regional e o comércio local.

Estimativas apontam que apenas em Itaúba o setor movimentava entre R$ 10 e 12 milhões anualmente. Por conseguinte, a medida afetou eventos culturais e o acesso de ribeirinhos ao rio.

O MPMT solicita também a revisão da licença ambiental pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. A urgência se deve aos impactos ambientais contínuos e persistentes desde a implantação da usina.

Ademais, os membros do MPMT pedem a atualização dos planos de emergência e a criação de canais de comunicação com a população. A implementação de sistemas sonoros de alerta também é demandada.

Um caucionamento de R$ 200 milhões é solicitado para garantir a reparação dos danos. Há dúvidas sobre a sustentabilidade da usina em face da falta de planejamento integrado na bacia do Teles Pires.

A UHE Colíder está localizada no rio Teles Pires, com potência instalada de 300 MW. Em operação desde 2019, ela abrange os municípios de Cláudia, Colíder, Itaúba e Nova Canaã do Norte. A titularidade da concessão foi transferida para a Eletrobras em maio de 2025. Para mais informações sobre notícias locais, visite nosso portal.

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