UFMT anuncia reforço em segurança após crimes no campus

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A reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, anunciou nesta quinta-feira (31) um pacote de medidas emergenciais para aumentar a segurança no campus de Cuiabá. O anúncio ocorre após uma série de episódios de violência contra mulheres, incluindo o assassinato de Solange Aparecida Sobrinho e dois casos de agressão e assédio a alunas em menos de uma semana.

“Nós só chegamos como reitoria desta universidade porque nos comprometemos com pautas importantes como essa”, declarou a reitora, Marluce Souza e Silva, durante coletiva de imprensa, lamentando os crimes e reforçando o compromisso de sua gestão com a segurança.

Novas Câmeras e Vigilância Reforçada

Uma das principais medidas é a instalação de 600 câmeras do programa estadual Vigia Mais MT, com previsão de funcionamento em até 20 dias. Algumas já estão em processo de instalação.

“Estamos analisando todas as possibilidades de aumentar o nosso contingente de pessoas que trabalham na vigilância e nas guaritas”, afirmou a reitora. A universidade também vai revisar os contratos com empresas terceirizadas para garantir a presença de seguranças femininas em pontos estratégicos, como banheiros e pontos de ônibus.

O contrato atual, que custa R$ 540 mil por mês, inclui 38 porteiros e 20 vigilantes. “Estamos revisando esse contrato, porque eles são responsáveis também pelos danos causados às pessoas dentro do campus”, pontuou Marluce.

Plano de Ações Imediatas

A UFMT se comprometeu com os estudantes a implementar outras dez ações imediatas. Entre elas, destacam-se:

  • Criação de uma comissão de segurança;
  • Reabertura de guaritas nos fins de semana;
  • Reforço no transporte interno;
  • Melhorias nos alojamentos.

Essas demandas foram recebidas formalmente após reunião com centros acadêmicos e o Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Botão do Pânico e Apoio Psicossocial

Outra novidade será a implementação de um botão do pânico acessível por celular. “Nós, mulheres principalmente, quando nos sentimos ameaçadas, poderemos acionar o botão e receber socorro imediato”, explicou a reitora.

Outras medidas anunciadas incluem:

  • Reforço de segurança nas guaritas 1 e 2, com vigilantes 24h;
  • Fechamento de entradas e saídas alternativas para carros no ICHS e no IE;
  • Articulação com o governo do Estado para encaminhamento da população em situação de rua, com respeito aos direitos humanos;
  • Reestruturação da Secretaria de Direitos Humanos da UFMT, com foco no combate ao assédio e apoio psicossocial.

Casos em Investigação

A reitora confirmou que os dois homens responsáveis pela agressão e assédio contra duas acadêmicas foram detidos e entregues à polícia. As investigações sobre o homicídio de Solange Aparecida Sobrinho estão em andamento.

“Ainda não conversamos com os familiares, não sabemos por que ela passava parte do dia na universidade, que tipo de atividade ou prazer ela encontrava entre nós”, disse Marluce sobre Solange, descrita como uma mulher em situação de vulnerabilidade que frequentava o campus.

Combate ao Tráfico e Parceria com a PM

Marluce Souza e Silva reconheceu a fragilidade estrutural da universidade e a existência de denúncias sobre tráfico de drogas no campus.

“Estamos recebendo informações de que traficantes utilizam a UFMT para comercializar entorpecentes. Não sabemos quem são, por isso as câmeras são essenciais. Não vamos mais tolerar que a UFMT seja vista como um local permissivo para atos criminosos”, afirmou, garantindo o fechamento de portarias secundárias e a intensificação de rondas policiais.

A Polícia Militar se comprometeu a realizar rondas a cada 15 minutos. “Esse é um momento em que precisamos de ações firmes. Não esperávamos que algo tão grave acontecesse, mas estamos reagindo com todas as medidas ao nosso alcance”, concluiu a reitora.

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