Transporte zero mato grosso revitaliza rios e impulsiona turismo
O transporte zero mato grosso, que proíbe a comercialização, transporte e armazenamento de pescados por cinco anos, já mostra resultados positivos. A lei estadual, sancionada em 2023 e em vigor desde janeiro de 2024, tem levado a uma maior presença de peixes nos rios. Além disso, a demanda por reservas em pousadas para a modalidade “pesque e solte” tem aumentado significativamente.
Relatos indicam sucesso na pesca esportiva com Transporte Zero
Na semana passada, o governador Mauro Mendes (União Brasil) foi questionado sobre dados estatísticos a respeito do estoque pesqueiro. Ele admitiu não possuir números concretos, no entanto, ressaltou que os relatos de praticantes de pesca esportiva e donos de pousadas são animadores. Estes indicam um aquecimento no setor, impulsionado pela abundância de peixes.
“Recebi pessoalmente report de muitas pessoas que foram para a beira do Rio e que me disseram que tiveram sucesso como há muito tempo não tinham”, declarou o governador. Portanto, a percepção geral é de melhora.
É importante notar que, embora dados estatísticos oficiais sejam difíceis de obter, os relatórios das pousadas são bastante reveladores. Elas já preveem lotação quase completa para o ano de 2026 e já iniciaram o recebimento de reservas para 2027. Isso sugere que o sucesso na pesca tem sido a norma.
O governador foi um dos grandes defensores da proibição da pesca predatória. A justificativa principal reside na crença de que o repovoamento dos rios impulsionará o turismo pesqueiro, gerando mais renda para o estado. A iniciativa, portanto, visa um benefício econômico a longo prazo.
Vale ressaltar que a lei de transporte zero mato grosso não afeta a pesca de subsistência para povos indígenas, originários e quilombolas. Da mesma forma, a captura de peixes para consumo imediato às margens dos rios permanece liberada.
O tema gerou debates acalorados e manifestações de diversos setores. No entanto, a maioria dos deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), alinhados à base governista, votaram a favor da implementação da lei. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ainda aguarda decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), após uma tentativa de conciliação não ter chegado a um consenso.
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