A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso realizou um julgamento importante nesta quarta-feira (20), determinando a realização de perícia contábil na área referente a Fazenda Santa Emília, em Chapada dos Guimarães (62 quilômetros de Cuiabá), na disputa envolvendo a Camponesa Agropecuária, pertencente a família Wurzius, e o banco BTG Pactual. O leilão da fazenda foi mantido, mas com a perícia para esclarecer as controvérsias sobre o valor da área.
A perícia contábil visa avaliar o valor da área, que foi arrematada pelo banco por R$ 130,5 milhões em 2018, enquanto os antigos proprietários alegam que ela vale cerca de R$ 2 bilhões. A disputa entre a Camponesa Agropecuária e o BTG Pactual é um dos pivôs do afastamento do desembargador Dirceu dos Santos do TJMT, na medida em que os envolvidos apresentaram alegações de pagamento de R$ 250 mil para Dirceu em troca de decisões favoráveis no processo.
Perícia contábil: o que isso significa?
A perícia contábil é necessária para esclarecer as controvérsias sobre o valor da área. Segundo o juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, que foi convocado pela Terceira Câmara Criminal do TJMT para relatar o caso, a perícia contábil é necessária para esclarecer as controvérsias sobre o valor da área.
A desembargadora Anglisey Solivan de Oliveira concordou com a necessidade de perícia e destacou que a nova perícia deve observar a sentença dos embargos da execução e também os julgados todos referentes ao caso concreto.
A Deloitte Consultores foi nomeada para realizar a perícia e terá que apresentar um laudo no prazo de 60 dias após sua notificação e que visa esclarecer as controvérsias sobre o valor da área.
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Ainda em relação ao caso, a realização da perícia contábil visa garantir a justiça e a transparência no processo.









