Tereza Cristina critica governo Lula e elogia Fávaro

Tereza Cristina, ex-ministra, em evento, debate a política agrícola do governo Lula.
Tereza Cristina avalia ações do governo Lula e a atuação do ministro Fávaro.
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A ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS), criticou veementemente a condução do governo Lula no embate comercial com os Estados Unidos. Segundo ela, o petista demonstra falta de traquejo político na resolução do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros. “Se todo mundo desse um passinho atrás, eu tenho certeza que nós já tínhamos resolvido”, declarou a senadora em Cuiabá. A senadora Margareth Buzetti esteve presente no evento.

Atuação de Fávaro e Tereza Cristina governo Lula

Questionada sobre o trabalho do ministro Carlos Fávaro, Tereza Cristina reconheceu sua atuação na abertura de mercados. “A abertura de mercados está indo bem, sim. Eu acho que o Brasil tem avançado com outros países”, afirmou. Além disso, ela mencionou a abertura das Filipinas como um trabalho de longo prazo.

É importante notar que a ex-ministra elogiou a continuidade do trabalho. “O Fávaro abriu mercados que eu deixei prontos e agora está abrindo novos mercados. A gente tem que ser justo. E ele tem feito esse papel”, reconheceu. Portanto, é fundamental reconhecer os avanços, mesmo em meio às dificuldades.

A articulação para abrir mercados, no entanto, demanda muita estratégia e tempo. “Não é fácil. Abrir o mercado leva de 2 a 10 anos para acontecer”, ressaltou Tereza Cristina. “Por isso a minha preocupação de não perdermos os mercados que nós já temos. Isso será muito ruim para a economia brasileira”, alertou, referindo-se à crise com o governo Trump.

Dessa forma, a ex-ministra lamentou a inércia do atual governo. Para ela, o governo brasileiro não tem tomado medidas eficazes para solucionar o problema. “Tivemos um pequeno avanço, foi o alumínio que reduziu a taxação, mas nós continuamos trabalhando para resolver o problema do café, do peixe, das frutas”, pontuou.

No entanto, Tereza Cristina destacou que a iniciativa é, em grande parte, da iniciativa privada. “Porque o governo, infelizmente, está sem iniciativa nenhuma para poder resolver esse problema”, concluiu. A necessidade de ação governamental para manter a competitividade brasileira é crucial.

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