TCE-MT propõe mesa técnica para acordo entre Prefeitura e CS Mobi

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O conselheiro do TCE-MT, Waldir Teis, sugeriu a criação de uma Mesa Técnica para buscar uma solução para o impasse entre a Prefeitura de Cuiabá e a empresa CS Mobi. A empresa cobra débitos de R$ 13,7 milhões e alega que a gestão municipal estaria dificultando o cumprimento do contrato.

Impasse Contratual em Debate

A CS Mobi apresentou uma representação contra a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, apontando entraves para a continuidade do contrato. O conselheiro Teis se propõe a intermediar as discussões para conciliar as partes.

“Isso porque, o contrato de concessão abrange serviços relevante à população cuiabana para a implantação, operação e manutenção de projeto de requalificação urbana para a região central da cidade de Cuiabá, com foco na melhora da mobilidade urbana e revitalização do Mercado Municipal”, consta em trecho do despacho.

Pontos de Divergência na Concessão

O conselheiro, relator das contas da prefeitura, listou os pontos controversos na manutenção do contrato:

  • Aplicação do reajuste da Contrapartida Administrativa Individual (CAI).
  • Agilidade na validação das Tarifas de Pós-Utilização (TPUs).
  • Criação de um canal direto de comunicação com a SEMOB.
  • Disponibilização de informações sobre autuações e valores arrecadados desde o início da concessão.
  • Medidas para garantir a correta ocupação das vagas de estacionamento rotativo.

Ameaças de Rescisão Contratual

Segundo a representação da CS Mobi, publicada no Diário de Contas, há ameaças públicas de descumprimento contratual por parte do município. A empresa afirma que existem declarações de rescisão unilateral “sem respaldo técnico, jurídico ou indenizatório, ainda no período anterior à atual gestão municipal, supostamente motivadas por interesses político-eleitorais”.

O prefeito Abilio Brunini (PL) já manifestou publicamente que não considera o contrato vantajoso e busca seu rompimento. Contudo, ele declarou ao #rdnews que ainda não revogou a concessão por falta dos R$ 140 milhões necessários para tal.

Abrangência do Contrato com a CS Mobi

A CS Mobi detalha que o contrato abrange quatro frentes principais:

  • Requalificação de vias e espaços públicos na área central.
  • Gestão e revitalização do Mercado Municipal Miguel Sutil, incluindo estacionamento e mobiliário urbano.
  • Implementação e manutenção de mobiliário urbano.
  • Operação do sistema de estacionamento rotativo na capital.

A concessionária informa que sua remuneração mensal é baseada na arrecadação do estacionamento rotativo. Em caso de insuficiência, o contrato prevê o aporte de recursos públicos para manter o equilíbrio econômico-financeiro.

“Afirmou que está adimplente com suas obrigações e que vem realizando os investimentos previstos contratualmente, embora o município esteja inadimplente quanto às contraprestações financeiras ajustadas”, declara a empresa.

Pedidos da Concessionária ao TCE

A CS Mobi solicita que a prefeitura só promova a extinção contratual após comprovar, perante o TCE, a viabilidade técnica, econômica e financeira da medida. Também pede que sejam feitos os pagamentos devidos e que nenhuma ação seja tomada para comprometer a continuidade da concessão.

Após ser notificado, o prefeito contestou a representação, argumentando a incompetência do TCE para julgar pretensões de direitos subjetivos e obrigações contratuais de natureza patrimonial. Ele também pediu o indeferimento de medida de urgência, alegando que a prefeitura está adotando medidas administrativas para esclarecer os fatos, incluindo a instauração de mediação, conforme previsto no contrato.

Diante do cenário, o TCE-MT propôs a criação da mesa técnica para debater a situação e buscar um acordo entre as partes.

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