O ex-ministro e ex-deputado federal Neri Geller (Podemos) afirmou que teve o tapete puxado nas eleições de 2022. Em entrevista, na última quarta-feira (24), ele relembrou que a Justiça Eleitoral cassou seu mandato naquele ano e, oito meses depois, o absolveu. Para Geller, o episódio o fortaleceu para a disputa atual e ele afirma que a absolvição pela própria Corte Eleitoral revela que a verdade prevalece.
Tapete puxado: versão de 2022
Na versão de 2022, Geller estava pronto para disputar o Senado, porém teve o registro de candidatura indeferido.
No entanto, naquele ano, o TSE cassou o diploma do mandato dele como deputado federal por Mato Grosso e declarou inelegibilidade por oito anos.
O MPE acusou Neri Geller de usar triangulação bancária para desviar R$ 1,3 milhão de empresas e financiar 11 campanhas estaduais em MT; porém, em dezembro de 2023, ele foi inocentado por 6 votos a 1 na mesma Corte.
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Esse episódio, o tapete puxado, não derrubou Geller; ao contrário, fortaleceu-o para a continuidade das batalhas políticas.
Além disso, a população mato-grossense parece buscar gestores que resolvam problemas locais. Portanto, segundo Geller, o apoio depende de ações que promovam resultados nos municípios, no estado e no Brasil.
Para além do caso específico, analistas destacam que a pressão por transparência aumenta quando decisões judiciais atingem figuras públicas, o que reforça a necessidade de fiscalização técnica e participação popular nos debates.
Geller acrescenta que, na prática, a eleição exige planejamento de longo prazo, gestão eficiente e capacidade de entregar soluções de curto prazo, como melhoria na assistência social, na educação e na infraestrutura local.
Essa leitura reforça a ideia de que a política pública eficaz não depende de um único episódio, mas de consistência ao longo do tempo, com compromissos públicos claros e metas verificáveis.










