Cuiabá – A delegada Jéssica Cristina de Assis descreveu o comportamento do suspeito de estupro e assassinato de sua irmã como “criminoso sexual em série”.
A suspeita é baseada em uma possível nova vítima que teria sido abordada pelo suspeito, Marcos Pereira Soares, após a morte da irmã, Estéfane Pereira Soares, 17 anos.
A empresária gravou um vídeo mostrando que Marcos tentou entrar no seu estabelecimento, indicando que poderia ter sido mais uma vítima dele.
Crimes em série
A delegada confirmou a existência dessa possível vítima e vai ouvi-la para tentar esclarecer a situação.
“Essa questão chegou a ao nosso conhecimento. Recebemos as filmagens do estabelecimento dessa vítima e tudo leva a crer, o comportamento dele é muito denotativo de um criminoso sexual em série”, analisou a delegada. Leia mais
A delegada Jéssica Assis vai questionar a empresária se houve alguma perseguição ou tentativa de abuso sexual.
“O contexto todo é muito denotativo de uma pessoa que é imparável, que precisa ser detida, ser cerceada, que não tem condição nenhuma de viver em sociedade, que realmente é um perigo para para mulheres, para meninas e para crianças também”, assinala.
Estefane Pereira Soares, de 17 anos, estava desaparecida desde a noite de terça-feira (9) e foi encontrada morta em um córrego em uma área de mata na região dos Três Barras, em Cuiabá.
A delegada confirmou que existem sinais claros de violência sexual no corpo da vítima.
“O corpo está sendo periciado, mas a necropsia ainda não foi concluída, estamos mantendo contato com a Politec. A gente vai aguardar a confirmação da perícia”, relatou a delegada.
Aos policiais Marcos negou o crime. Ele relatou aos policiais o que teria sido seu último contato com a irmã.
“Teria ido procurar a irmã apenas para conversar, que no momento em que saiu da casa com ela, eles teriam só ido até a esquina, conversado rapidamente e depois ele teria seguido o próprio rumo e não sabe o que teria acontecido com ela”.
No entanto, a versão não convence a Polícia Civil.
“Há inccongruências bem grandes em tudo que ele falou e representamos pela prisão temporária para que haja a continuidade das investigações a fim de descrever toda a dinâmica dos fatos”, colocou Jéssica Assis.
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