O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que determinou a intensificação da classificação da soja exportada pelo Brasil após notificações do governo chinês sobre questões sanitárias relacionadas à carga que chega ao país asiático, após pelo menos um ano de notificações.
Segundo o ministro, algumas embarcações estão temporariamente paradas para verificação da qualidade dos grãos, procedimento necessário para garantir o cumprimento dos protocolos sanitários exigidos no comércio internacional.
Soja brasileira de excelente qualidade com problemas de classificação sanitária
De acordo com Fávaro, foi detectada a presença de sementes de ervas daninhas nas cargas exportadas, o que não é permitido pelos acordos sanitários firmados entre os dois países, o que pode prejudicar a imagem do agronegócio brasileiro.
- O ministro destacou que o Brasil conquistou reconhecimento internacional pela robustez do sistema sanitário agrícola e que o país não pode perder esse status.
- Citando o exemplo do reconhecimento recente do país como livre de febre aftosa sem vacinação, Fávaro disse que o Brasil mostrou a eficiência e a robustez do seu sistema sanitário.
- Além disso, o ministro citou a resposta do país ao registro de gripe aviária no ano passado, quando em 28 dias o Brasil voltou a ser reconhecido como livre da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal.
Fávaro disse que já vinha discutindo o tema da soja com empresas exportadoras e tradings, mas decidiu reforçar a fiscalização para evitar prejuízos à imagem do agronegócio brasileiro, o que pode agilizar o processo de liberação das cargas.
O ministro informou que o governo federal realizará uma reunião na segunda-feira (17) com representantes das tradings e do setor exportador para discutir medidas que possam agilizar o processo de liberação das cargas, o que pode resolver o problema.
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