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O caso de Roger Abdelmassih, condenado a mais de 173 anos de prisão por estupro de pacientes, continua a ser um dos mais polêmicos do estado, onde a defesa do médico agora com 82 anos de idade, pediu à Justiça para que ele possa cumprir o restante da pena em prisão domiciliar, argumentando que há risco de “morte súbita”.
Os laudos médicos anexados ao processo apontam múltiplas comorbidades, incluindo cardiopatia isquêmica grave, hipertensão, insuficiência cardíaca, histórico de infarto, AVC recente, infecção por HIV, broncopatia, depressão e câncer de próstata.
Por que a prisão domiciliar?
A defesa do médico afirma que o sistema prisional não dispõe de estrutura adequada para atendimento de emergências médicas complexas, especialmente cardiovasculares, portanto, pediu à Justiça para que ele possa cumprir a pena em casa.
Além disso, a defesa cita relatórios oficiais que indicam a limitação de atendimento hospitalar nas unidades prisionais, o que, por exemplo, pode colocar a vida do médico em risco.
No pedido, a defesa também menciona que exames recentes apontam novas obstruções coronarianas significativas e risco elevado de arritmias, com possibilidade de necessidade de implante de marcapasso e morte súbita.
Um caso polêmico
Roger Abdelmassih foi condenado a prisão em novembro de 2010 por estupro de pacientes, um caso que chocou a sociedade paulista.
Após a condenação, o médico não foi preso logo, pois um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.
No entanto, o habeas corpus foi revogado pela Justiça em janeiro de 2011, quando o médico tentou renovar seu passaporte, o que sugeria a possibilidade de que ele tentaria sair do Brasil.
Como a prisão foi decretada e ele deixou de se apresentar, passou a ser procurado pela polícia até ser preso em 2014 no Paraguai.
Em 24 de maio de 2011, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) cassou o registro profissional de ex-médico de Abdelmassih, o que, em conclusão, deixou o médico sem direitos e sem liberdade.
A defesa do médico ainda deve ser apreciada pela juíza, o que pode levar a um novo capítulo no caso de Abdelmassih.
Seguindo a notícia, você pode ler mais sobre o caso de Roger Abdelmassih em nosso artigo Nota 23 ano de casos de Abelmasih no Brasil.










