O ex-jogador Robinho, em meio a um processo judicial significativo, foi transferido para o Centro de Ressocialização de Limeira, no interior paulista, na manhã desta segunda-feira (17). Ele estava detido na P2 de Tremembé, conhecida como o ‘presídio dos famosos’, desde março deste ano, onde cumpria pena por estupro.
Robinho transferência Limeira: um novo capítulo
A saída de Robinho da P2 de Tremembé ocorreu por volta das 8h30, conforme apurado. A transferência para Limeira atende a um pedido formalizado pela defesa do ex-atleta, segundo confirmação da Secretaria da Administração Penitenciária. Anteriormente, em outubro, um pedido similar havia sido negado pela Justiça, que orientou a solicitação via secretaria.
A defesa argumentou que Robinho mantém uma conduta exemplar, sem infrações disciplinares e com histórico de réu primário. Assim, sugeriu três unidades prisionais paulistas como possíveis destinos, incluindo Bragança Paulista, Rio Claro e, finalmente, Limeira.
O Centro de Ressocialização de Limeira se destaca por um trabalho focado na reintegração social. Ele promove o contato familiar, oferece cursos profissionalizantes e incentiva ações comunitárias, como a pintura de escolas e a manutenção de espaços públicos. Em contrapartida, a P2 de Tremembé focava em um ambiente seguro para detentos de alta repercussão, com atividades internas.
Um dos motivos levantados pela defesa para a movimentação de Robinho foi a possível desativação da Penitenciária II de Tremembé, que será transferida para Potim. Dessa forma, a ida para Limeira visa proporcionar um ambiente mais propício à ressocialização, com oportunidades de estudo e trabalho. Confira detalhes sobre a situação em Portal 163.
Na semana passada, outro detento de notoriedade, Thiago Brennand, também foi transferido, a pedido de sua defesa. Em outubro, ambos, Robinho e Brennand, participaram de um vídeo negando privilégios na prisão. Essas declarações surgiram em reação ao livro “Tremembé, o presídio dos famosos”.
Robinho transferência Limeira: a pena em andamento
Robinho cumpre pena de nove anos por estupro coletivo, crime ocorrido na Itália em 2013. A transferência da pena para o Brasil foi homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele está detido desde 22 de março de 2024, dividindo uma cela comum no pavilhão destinado a crimes de grande repercussão.
A previsão é que ele permaneça em regime fechado ao menos até 2027. Conforme a Lei de Execuções Penais, crimes hediondos cometidos por réu primário exigem o cumprimento de 40% da pena em regime fechado. Portanto, a progressão para o semiaberto dependerá do cumprimento desses requisitos.










