Religião em Caixa, Fé Representada
Na Páscoa, as ruas estão cheias de uma nova espécie de sacramento: o sacramento do envelope, onde a fé é reduzida a um costume social.
Uma maneira rápida de acalmar a consciência, sem a necessidade de missa ou conversão.
A Páscoa, que deveria ser um momento de reflexão espiritual, transformou-se em uma ronda de cobrança.
A Religião em Caixa
Um gesto rápido, um sorriso cordial, um saco discreto, e a consciência fica lavada.
A religião em caixa, onde a fé é reduzida a um costume social.
Uma espécie de indulgência moderna, que permite pagar simbolicamente e manter tudo igual.
Por exemplo, em muitas paróquias, a Páscoa é o momento de “acertar contas” com Deus.
A presença de Cristo converte-se em uma espécie de fatura simbólica.
Entretanto, é curioso que em algumas casas, o Evangelho passe apenas uma vez por ano, e mesmo assim com hora marcada.
Além disso, é a religião em versão sazonal, como as decorações de Natal, mas com menos exigência e mais tradição.
Isso nos faz questionar se a fé vivida ou apenas representada.
Em conclusão, é importante lembrar que a religião não é uma caixa para pagar contas, mas uma vida para ser vivida.
Por exemplo, em um artigo anterior, publicado no Portal 163, destacamos a importância de não reduzir a fé a um costume social.
Leia aqui: Religião em caixa: não é fé vivida.
Portanto, é hora de nos questionarmos sobre a verdadeira natureza da nossa fé.
Em vez de pagar simbolicamente, devemos buscar uma relação mais profunda com Deus.
No entanto, é importante lembrar que a fé não é um negócio, mas uma vida para ser vivida.










