Na noite desta quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), com 42 votos contrários e 34 favoráveis, em votação secreta.
Os senadores por Mato Grosso, Wellington Fagundes e Jayme Campos, ambos da região, comemoraram o resultado, enquanto o terceiro representante do estado, Carlos Fávaro, do PSD, permaneceu em silêncio.
De acordo com o sistema do Senado, os três senadores estavam presentes e registraram seus votos.
Rejeição marca marco político
Para Wellington Fagundes, a rejeição foi resultado da articulação da oposição. “Votaram sim! 34 senadores e senadoras! Votaram não! 42 senadores! Foi rejeitada a indicação! Depois de 134 anos, é a primeira vez que é rejeitada a indicação de um presidente da República para ministro do Supremo. Isto é uma demonstração que esse governo acabou”, declarou.
Além disso, Fagundes destacou a atuação de lideranças do PL na votação, sob a liderança de Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro.
Por sua vez, Jayme Campos afirmou que a rejeição representa a autonomia do Senado. “Hoje é um dia histórico. O Senado mostrou sua independência, o sistema de freios e contrapesos. O Senado tem que mostrar à sociedade brasileira que é independente”, disse.
Negociações no bastidor
Apesar das negociações realizadas pelos aliados do governo até o último momento, eles não conseguiram maioria para reverter a votação.
Agora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que indicar um novo nome para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
Confira a nota de esclarecimento da Presidência da República sobre a indicação de Jorge Messias no link Portal 163.
Essa rejeição é um marco político, por exemplo, mostrando que o Senado pode tomar decisões independentes em relação ao governo. Além disso, é uma demonstração de que a autonomia do Senado é fundamental para o funcionamento do sistema político.
A rejeição de Jorge Messias ao STF é um exemplo de como a oposição pode influenciar as decisões do Senado. Portanto, é importante que os senadores continuem a exercer sua autonomia e tomar decisões baseadas nas necessidades do país.








