O Judiciário de Mato Grosso deferiu a recuperação judicial do Grupo Echer, empresa atuante na construção civil, incorporação imobiliária e desenvolvimento de empreendimentos habitacionais no estado. Portanto, a decisão permite iniciar uma etapa formal de reorganização do passivo, preservando a continuidade das atividades e a apresentação de um plano de recuperação aos credores. O total das dívidas chega a R$ 169.768.838,15.
recuperação judicial do Grupo Echer
O pedido foi apresentado à 4ª Vara Cível Especializada em Recuperação Judicial e Falência da Comarca de Rondonópolis. A recuperação envolve a controladora Echer Empreendimentos, a Imobiliária Viva e produtores rurais vinculados ao grupo familiar. Leia mais no portal sobre o tema.
No processo, o grupo sustenta que a crise foi causada pelo aumento de custos na construção civil desde a pandemia, com elevação de insumos, escassez de materiais e pressão sobre a mão de obra. Em seguida, esse cenário impactou o fluxo de caixa de empreendimentos já contratados e que não puderam ser repactuados com o agente financeiro, impossibilitando reajustes nos contratos de financiamento de produção.
No conjunto de medidas, a combinação entre contratos habitacionais firmados antes da escalada de preços e a elevação de insumos reduziu margens, pressionou cronogramas e aumentou a judicialização relacionada a alguns empreendimentos. Em decorrência, a recuperação judicial do Grupo Echer busca manter ativos e operações, preparando o terreno para a conclusão de obras sob supervisão judicial.
- Viva Alameda (Várzea Grande)
- Viva Cristo Rei (Várzea Grande)
- Viva Várzea Grande (Várzea Grande)
- Viva Rondonópolis (Rondonópolis)
- Viva Esmeralda (Cuiabá)
- Viva Coxipó (Cuiabá)
- Viva Parque (Cuiabá)
- Morada do Parque (Querência)
- Morada do Valle (Canarana)
Parte desses empreendimentos já está concluída, enquanto outros seguem em andamento ou em retomada após a apresentação do plano. No RJ, a empresa afirma que o instrumento tem justamente o objetivo de preservar ativos necessários à continuidade das obras, manter a operação e criar condições para a entrega aos adquirentes, sob supervisão judicial.
Antes de recorrer à recuperação judicial, o grupo afirma ter adotado medidas internas para recompor o equilíbrio financeiro, como renegociação com fornecedores, reprogramação de obras, aporte de recursos próprios dos sócios, permutas de ativos, captação de financiamentos e contratação de consultoria especializada em reestruturação. Além disso, os prazos de entrega já vinham sendo readequados e comunicados aos clientes.
Com o deferimento, a companhia terá prazo legal para apresentar o plano de recuperação, no qual deverão constar as formas de pagamento dos credores, estratégias de geração de caixa, eventual venda organizada de ativos e medidas para continuidade da atividade empresarial.
GRUPO ECHER
Fundado em 2010, em Rondonópolis, a Companhia nasceu de uma iniciativa familiar e cresceu no setor habitacional em Mato Grosso. A empresa começou com a construção de uma casa de aproximadamente 63 metros quadrados e, nos anos seguintes, passou a desenvolver empreendimentos em escala, especialmente após a aprovação no processo GERIC da Caixa Econômica Federal, em 2013.
Desde então, expandiu sua atuação para municípios como Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande, Querência, Canarana, Água Boa e Nova Brasilândia. Ao longo da trajetória, o grupo afirma ter participado da entrega e viabilização de mais de 3 mil unidades habitacionais no estado, com projetos voltados à moradia, urbanização e formação de novos bairros.








