O mês de agosto nos convoca a refletir sobre uma das maiores feridas da nossa sociedade: a violência contra a mulher. A proteção às mulheres não é apenas uma meta, é um compromisso que todos devem assumir para transformar a realidade.
proteção às mulheres
Todos os dias, milhares de mulheres carregam marcas que nem sempre podem ser vistas. Além disso, algumas escondem hematomas; outras convivem com cicatrizes emocionais provocadas por humilhações, ameaças e medo. Muitas permanecem em relacionamentos abusivos por dependência financeira ou pela falta de apoio, o que reforça a urgência de fortalecer a proteção às mulheres. Portanto, é essencial agir com senso de urgência.
AÇÕES RECOMENDADAS
Denunciar casos de violência e buscar apoio imediato. Além disso, participe de redes de atendimento e acolhimento. Promover educação para respeito, igualdade e empatia.
A Lei Maria da Penha: 20 anos de avanços e desafios, transformou o enfrentamento da violência doméstica ao reconhecer que não é um problema privado, mas uma violação de direitos humanos. Entretanto, leis, por si só, não mudam a realidade; precisam ser cumpridas, acompanhadas de políticas públicas eficientes e, sobretudo, da proteção às mulheres.
Foi com esse propósito que apresentamos iniciativas para fortalecer a proteção às mulheres em Mato Grosso. Entre elas, o Projeto de Lei nº 107/2025, que reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, oferecendo uma oportunidade concreta de reconstrução por meio da independência financeira.
Além disso, são de nossa autoria a Lei nº 11.795/2022, que criou um guia permanente da rede de atendimento às vítimas, e a Lei nº 13.151/2025, que ampliou a mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher e institucionalizou a campanha Laço Branco no calendário estadual. Afinal, homens de respeito respeitam as mulheres.
Como presidente da Assembleia Legislativa, também solicitei informações sobre a aplicação das mais de 60 leis estaduais já existentes de proteção às mulheres. No entanto, o desafio não é apenas criar normas, mas fazer com que elas cheguem à vida de quem mais precisa.
Mas nenhuma lei será suficiente sem uma mudança de consciência. A violência nasce, muitas vezes, dentro de casa, alimentada pelo desrespeito, pelo machismo e pela intolerância. O lar deve ser um lugar de acolhimento, nunca de medo.
Neste Agosto Lilás, convido cada cidadão a fazer sua parte. Além disso, que acolhamos quem pede ajuda, denunciemos a violência e eduquemos nossas crianças para o respeito, a igualdade e a empatia. Romper o silêncio é um ato de coragem; estender a mão é um gesto de humanidade. Portanto, construir um Mato Grosso onde nenhuma mulher tenha medo de viver é uma missão de todos nós.
Para conhecer mais sobre ações públicas, acesse Portal de Proteção às Mulheres.
Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.










