Max Russi defende produção em APAs da cabeceira do Rio Cuiabá

Max Russi em reunião para defender produção em APAs da cabeceira do Rio Cuiabá.
Defesa da produção em APAs da cabeceira do Rio Cuiabá pelo deputado Max Russi em busca de segurança jurídica.
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O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi, participou nesta quarta-feira (24) de uma reunião crucial em Brasília. O objetivo principal foi dialogar com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, sobre a decisão judicial que impacta a produção em APAs nas cabeceiras do Rio Cuiabá.

Defesa da Lei Estadual para Produção em APAs

Portanto, na reunião, estiveram presentes o senador Jayme Campos e o presidente da Aprosoja, Lucas Beber. A ação judicial em questão afeta diretamente cinco municípios mato-grossenses e mais de 700 famílias. O deputado Max Russi destacou a aprovação da Lei n.º 10.713 pela Assembleia. Essa lei, segundo ele, aprimora critérios para o cuidado ambiental e permite a produção sustentável, mas foi contestada.

Além disso, para defender a manutenção desta lei e a derrubada da suspensão judicial, o deputado apresentou uma reclamação ao STF. A Ação Civil Pública do MPF alega que a Lei Estadual n.º 10.713/2018 diverge de normas federais ambientais. No entanto, a defesa argumenta que a lei de 2018 apenas objetivou o texto normativo, sem vícios de inconstitucionalidade.

Por exemplo, o trecho da Reclamação 83283 aponta que a lei estadual reforça o caráter restritivo do dispositivo legal. A preocupação é com a insegurança gerada aos produtores, que se sentem receosos para continuar suas atividades.

Assim, o senador Jayme Campos reforçou a urgência na resolução. “A decisão de primeira instância gerou grande insegurança jurídica”, declarou. Ele enfatizou a necessidade de o Supremo decidir rapidamente para dar tranquilidade aos produtores. Isso permitirá que continuem plantando e comercializando sua produção de forma segura.

Diante desse impasse, os dados do IMEA e da AMM indicam um prejuízo significativo. Haverá uma perda estimada de R$ 480 milhões no valor bruto da produção de soja e milho. Adicionalmente, a arrecadação de ICMS e FETHAB pode cair R$ 17 milhões anualmente. A perda de receita impacta também as mais de 700 famílias envolvidas na agricultura de subsistência, ligadas diretamente à produção em APAs.

Em suma, a defesa da produção em APAs é vista como essencial para a economia e o sustento de diversas famílias em Mato Grosso. Uma decisão favorável no STF é aguardada com expectativa para restaurar a segurança jurídica na região.

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