A denúncia de supostos privilégios concedidos à influenciadora e advogada Deolane Bezerra durante sua breve passagem pela Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo, levantou questionamentos sobre tratamento diferenciado dentro do sistema prisional paulista, em especial no que diz respeito a figuras públicas e pessoas com influência social.
O caso foi levado à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) pelo Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal), que aponta no entanto possíveis regalias incompatíveis com a realidade enfrentada pelas demais detentas.
Privilégios de Deolane: um caso isolado?
- De acordo com o relatório do sindicato, a influenciadora teria tido acesso a benefícios incomuns dentro da penitenciária, como chuveiro elétrico privativo, cama diferenciada e uma área isolada das demais presas.
- O documento também relata restrições à entrada de policiais penais no espaço onde ela estava custodiada, o que, segundo os agentes, comprometeria a fiscalização e a segurança interna da unidade.
Leia também: Servidores da penitenciária, ouvidos sob condição de anonimato, afirmaram que a estrutura destinada a Deolane teria sido preparada previamente, incluindo pintura recente, instalação de chuveiro quente e colchão em melhores condições.
Uma prisão incomum
- A SAP negou qualquer irregularidade e afirmou que apenas cumpriu determinações judiciais.
- Segundo a pasta, Deolane foi acomodada conforme prevê o Estatuto da Advocacia, por possuir registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A Ordem dos Advogados do Brasil também se manifestou, reforçando que o acompanhamento da prisão teve como objetivo garantir prerrogativas legais da advocacia, além disso não assegurar privilégios pessoais.
A prisão de Deolane ocorreu durante a Operação Vérnix, que também teve como alvo Marco Willian Herbas Camacho, apontado pelas autoridades como líder máximo do PCC. A Polícia Civil sustenta que a influenciadora recebeu valores de uma transportadora supostamente usada pela facção para lavagem de dinheiro.
Por fim, é importante destacar que o episódio gerou forte repercussão nas redes sociais e entre servidores do sistema penitenciário, reacendendo o debate sobre possíveis privilégios concedidos a figuras públicas e pessoas com influência social dentro do sistema carcerário brasileiro.










