O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou a polêmica em torno do uso da bandeira dos EUA bolsonarista em ato de 7 de setembro. Ele afirmou que manifestações de esquerda exibiram bandeiras do Hamas e da Palestina, questionando a oposição aos símbolos americanos.
Uso da bandeira dos EUA bolsonarista: O que diz o prefeito
O episódio gerou divergências entre apoiadores de Jair Bolsonaro, visto que a data celebra a Independência do Brasil. Questionado sobre a legitimidade da bandeira americana, Abilio rebateu, comparando com símbolos de outros países presentes em atos de esquerda.
“A manifestação que a esquerda fez tinha a bandeira do Hamas, tinha a bandeira da Palestina, tinha a bandeira de outros países também”, declarou o prefeito. Assim, ele questionou a oposição a símbolos de grupos considerados terroristas.
Os bolsonaristas exibiram a bandeira americana em meio a taxações contra o Brasil e sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, a justificativa apresentada foi a esperança por ajuda dos Estados Unidos.
“O cara fez uma manifestação aos Estados Unidos porque, de certa forma, eles têm uma certa esperança que os Estados Unidos têm ajudado”, argumentou o prefeito, defendendo a liberdade de expressão.
O prefeito ainda ressaltou que a Constituição garante liberdade de expressão, incluindo o uso de símbolos estrangeiros. “Cada um tem a liberdade de erguer a bandeira que quiser, desde que respeite a nossa pátria e a bandeira nacional”, afirmou.
Ademais, Abilio ironizou o ato do Grito dos Excluídos, realizado no mesmo dia em Cuiabá. Ele criticou a baixa adesão e a ausência do símbolo nacional, contrastando com os atos que usaram a bandeira americana.
“A manifestação do PT aqui em Cuiabá, que foi praticamente um grito de excluídos, minoria mesmo, que é só o PT, um pouquinho ali, só tinha meia dúzia andando na rua. Tenta achar a bandeira do Brasil naquela manifestação, tenta achar”, concluiu o gestor municipal.
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