Postos Corinthians PCC: Conexões com o PCC Investigadas

Fachada de um posto de combustíveis com a marca "Corinthians".
Postos com a marca Corinthians são investigados por ligações com o PCC.
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Três postos oficiais do Corinthians, que levam a marca do clube, operam em endereços vinculados a alvos da Operação Carbono Oculto. Essa megaoperação, deflagrada em agosto, é considerada a maior contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), e a ligação com os postos Corinthians PCC levanta sérias questões.

Postos Corinthians PCC: O Clube se Pronuncia

Procurado, o Corinthians informou que não administra diretamente os estabelecimentos. Portanto, a gestão fica a cargo de uma empresa licenciada, responsável por intermediar contratos com os donos dos postos para a veiculação da marca. O clube, no entanto, assegura que está acompanhando as investigações de perto e se reserva o direito de tomar medidas jurídicas cabíveis, se necessário.

A apuração identificou empresas registradas em nomes de alvos da operação. Em seguida, foi verificado quais delas figuram como postos de combustíveis. Ao todo, pelo menos 251 postos de combustíveis foram associados a 16 alvos da operação em quatro estados distintos.

Os três postos em questão funcionam como “Posto Corinthians” e estão localizados na Zona Leste de São Paulo. Eles são bandeira branca, ou seja, não estão atrelados a marcas específicas de distribuidoras. Conforme a base de dados, os endereços aparecem sob outras razões sociais:

  • Auto Posto Mega Líder Ltda – Avenida Líder, 2000 (Cidade Líder);
  • Auto Posto Mega Líder 2 Sociedade Unipessoal Ltda – Avenida São Miguel, 6337 (Vila Norma);
  • Auto Posto Rivelino Ltda – Avenida Padre Estanislau de Campos, 151 (Conjunto Habitacional Padre Manoel da Nóbrega).

O Corinthians divulgou oficialmente a inauguração dessas unidades com reportagens em seu site institucional nos anos de 2021, 2022 e 2023. Estes, portanto, são os únicos postos autorizados a ostentar a marca do clube. A informação de que os postos pertenciam a Luiz Ernesto Monegatto e Pedro Furtado Gouveia Neto já havia sido revelada antes mesmo da deflagração da Operação Carbono Oculto.

Conexões e Ramificações dos Postos Corinthians PCC

No cruzamento de dados, o Auto Posto Rivelino aparece associado a Pedro Furtado Gouveia Neto. Contudo, na autorização, o sócio indicado é Himad Abdallah Mourad. Assim, tanto Neto quanto Mourad são apontados na investigação contra o PCC como parte do grupo liderado por Mohamad Hussein Mourad. Este último é considerado pela Justiça de São Paulo como figura central do esquema do PCC, cujas ramificações são extensas.

Mohamad é investigado por crimes de organização criminosa, lavagem de capitais, fraudes tributárias e estelionato em operações que ultrapassam R$ 8,4 bilhões. Pedro Furtado Gouveia Neto, por sua vez, é descrito na decisão judicial como representante da GGX Global, empresa ligada aos serviços administrativos do grupo de Mohamad. Ele, inclusive, foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Himad Abdallah Mourad, primo de Mohamad, é apontado como um dos expoentes da organização criminosa, responsável pela criação de estruturas empresariais para blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, Himad participa do quadro societário de 103 postos de combustíveis ligados ao núcleo familiar e empresarial de Mohamad Hussein Mourad. Ele também foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Os outros dois postos, Mega Líder e Mega Líder 2, estão associados a Luiz Ernesto Franco Monegatto, também alvo da Operação Carbono Oculto. A Justiça o cita como sócio em empresas de combustíveis e transações imobiliárias vinculadas à lavagem de dinheiro pelo grupo de Mohamad. Ele igualmente foi alvo de mandados de busca e apreensão.

O Auto Posto Timão, que utiliza o apelido do Corinthians, apresenta registros distintos nas bases de dados. Enquanto a Receita Federal o associa à razão social Auto Posto Mega Líder Ltda, a agência o vincula ao nome Auto Posto Timão Ltda. A agência, ao ser questionada, afirmou que essa divergência caracteriza irregularidade e notificará as empresas. Em caso de descumprimento, processos administrativos podem levar à revogação das autorizações.

O contrato para a abertura do Auto Posto Timão foi assinado em 30 de abril de 2021, durante a gestão do então presidente Duilio Monteiro Alves. Ele declarou que o contrato de licenciamento já existia antes de sua posse. Portanto, os aditivos em sua gestão autorizaram as primeiras unidades, passando por órgãos competentes e sendo assinados com empresas fiscalizadas federalmente. Ele também destacou a cláusula de responsabilização no contrato, que visa ressarcir o clube por eventuais danos à sua imagem.

Adicionalmente, o Ministério Público de São Paulo investiga a possível infiltração do PCC em antigas administrações do Corinthians. Há suspeitas de que o clube tenha alugado imóveis de um suposto membro da facção. Um posto localizado próximo ao Parque São Jorge, o Auto Posto Gold Star, também figura entre os empreendimentos vinculados a suspeitos de ligação com a facção, conforme a Justiça paulista.

Em resumo, a investigação sobre os postos Corinthians PCC continua. O clube reitera seu compromisso em acompanhar o caso e tomar as medidas necessárias para proteger sua marca e reputação. Para mais detalhes sobre investigações em andamento em nossa região, acesse https://portal163.com.br/noticias/investigacoes.

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