O deputado federal Coronel Assis (União-MT), vice-líder da oposição na Câmara, refutou afirmações do deputado pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) sobre a política de armas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na terça-feira (10).
De acordo com Coronel Assis, a política de armas do governo Bolsonaro não beneficiou facções criminosas, o que é uma falsa afirmação do deputado do PSOL. “Quando se fala aqui do presidente Bolsonaro, eu quero fazer uma defesa. Porque eu fui comandante-geral da Polícia Militar na época do governo Bolsonaro. E naquela época, por mais que tivéssemos algumas condições diferenciadas para aquisição e acesso à arma de fogo, tínhamos índices de criminalidade baixíssimos”, afirmou.
Coronel Assis também destacou que a taxa de homicídios registrados por 100 mil habitantes durante os quatro anos do governo Bolsonaro foi de 22,3, o que é menos do que no governo anterior, que foi de 30 a cada 100 mil habitantes. Além disso, o deputado federal apontou que não existiam 88 facções criminosas catalogadas e atuantes no Brasil durante o governo Bolsonaro, como existem agora.
Em conclusão, Coronel Assis defendeu que a política de armas do governo Bolsonaro não foi responsável pelo aumento da criminalidade no país. “A teoria econômica do crime, de Gary Becker, explica: vagabundo, bandido, faz conta. Então, se nós temos um governo central dentro de um país que passa pano para vagabundo, logo o vagabundo vai se criar. Logo vamos sair de 7, 8, 10 facções para 88. Logo o índice de criminalidade vai explodir e aí nascem as narrativas para se tentar limpar a barra de um governo que, infelizmente, todo mundo sabe que passa pano para vagabundo”, destacou.
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