Em meio a uma investigação conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar, o tenente-coronel Alexandre José Dal Acqua foi preso após denúncias de estupro e assédio sexual, que envolvem várias vítimas. A denúncia foi feita pela estagiária que teria sido vítima de violência durante uma solenidade de passagem de comando, em fevereiro de 2024. O caso está sendo tratado com a devida atenção pela instituição.
A Corregedoria da PM está conduzindo o Inquérito Policial Militar (IPM) e a prisão foi confirmada pela instituição. Ela destacou que o caso vem sendo tratado com sigilo, por se tratar de violência sexual contra mulheres.
Denúncias de assédio envolvem várias vítimas
Segundo o IPM, a acusação inicial foi feita por uma estagiária que teria sido vítima de violência. Além disso, relatos de assédio envolvem várias vítimas, incluindo uma policial civil do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), uma servidora da Prefeitura de Juína e outras mulheres em Aripuanã.
A Polícia Militar reforçou que o processo corre em sigilo por envolver denúncias de violência sexual contra mulheres. Além disso, a instituição está disponibilizando auxílio emocional e psicológico às vítimas e familiares. A PMMT também reiterou que não coaduna com nenhum tipo de crime ou atividade ilícita por parte de seus integrantes.
Veja nota da Polícia Militar:
A Polícia Militar de Mato Grosso informa que o oficial, suspeito de praticar violência sexual contra mulheres, em Juína, se apresentou, nesta segunda-feira (8.9), na 11° Vara Especializada da Justiça Militar e está custodiado em uma unidade militar de Cuiabá, à disposição da Justiça.
A Corregedoria-Geral da instituição continua o trabalho de diligências investigativas para elucidação do caso e o inquérito tramita sob sigilo, por se tratar de denúncia de violência sexual contra mulheres, em resguardo às vítimas.
A PMMT informa ainda que acompanha o caso na cidade e disponibiliza auxílio emocional e psicológico às vítimas e familiares e ressalta que não coaduna com nenhum tipo de crime ou atividade ilícita por parte de seus integrantes.
Para mais informações sobre o caso, consulte o artigo “Polícia Militar de Mato Grosso: denúncias de violência sexual contra mulheres” no portal163.
A defesa do ex-comandante, representada pelo advogado Geraldo Bahia, afirmou que ele se apresentou espontaneamente à Justiça Militar, convicto de sua inocência e disposto a esclarecer os rumores que colocaram em dúvida sua reputação construída ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados à segurança pública.
A defesa lamentou o vazamento de informações sigilosas, que considera prejudicial à imagem do oficial e uma afronta ao devido processo legal. Além disso, a inocência do militar será comprovada por fatos e testemunhas.
Veja nota da defesa:
A defesa do investigado, patrocinada pelo advogado Geraldo Bahia, esclarece que ele se apresentou espontaneamente ao Juízo da 11ª Vara Criminal da Justiça Militar da Comarca de Cuiabá, convicto de sua inocência e determinado a esclarecer os rumores que colocaram em dúvida sua reputação construída ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados à segurança pública.
A defesa também lamenta profundamente o vazamento de informações de uma investigação interna, que deveria estar sob sigilo, por entender que tal exposição causa danos irreparáveis à imagem do acusado e afronta princípios básicos do devido processo legal.
A inocência do meu cliente será comprovada por meio de fatos e pela palavras das testemunhas como a responsável pelo controle de acesso do estabelecimento, no qual uma das vítimas afirma ter sofrido um abuso, que afirma categoricamente que, além de o local ser trancado no período noturno, o acusado lá não esteve na data dos fatos.
Por fim, o acusado reafirma sua confiança em uma apuração correta, justa e imparcial, colocando-se inteiramente à disposição da Justiça e das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Além disso, a Polícia Militar de Mato Grosso está disponibilizando auxílio emocional e psicológico às vítimas e familiares do caso. O caso está sendo tratado com a devida atenção pela instituição e a Corregedoria da PM está conduzindo o Inquérito Policial Militar (IPM).
Para mais informações sobre o caso, consulte o artigo “Exoneração de Oficiais da PM: Tenente-Coronel é Exonerado do Comando da PM em Juína” no portal163.









