A Justiça de Mato Grosso marcou para o dia 19 de agosto, às 8h30, a audiência de instrução e julgamento da ação penal envolvendo quatro policiais militares da Rotam, os PMs acusados de falso confronto, responsáveis por executar um homem e tentar matar outras duas pessoas; portanto, a ação busca ocultar a arma empregada no assassinato do advogado Renato Gomes Nery.
PMs acusados de falso confronto
- Jorge Rodrigo Martins
- Leandro Cardoso
- Wailson Alesandro Medeiros Ramos
- Wekcerlley Benevides de Oliveira
A decisão é do juiz Marcos Faleiros da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, publicada na sexta-feira (17).
Segundo a denúncia do Ministério Público, na madrugada de 12 de julho de 2024, os militares teriam matado Walteir Lima Cabral e tentado executar Pedro Elias Santos Silva e Jhuan Maxmiliano de Oliveira Matsuo Soma, simulando posteriormente um confronto para dar aparência de legalidade à ação. Além disso, a pistola utilizada seria a mesma empregada no homicídio do advogado Renato Gomes Nery, conforme laudo balístico.
De acordo com as investigações, o suposto confronto teria sido forjado justamente para esconder a ligação entre as armas e os crimes, inclusive o homicídio do advogado.
Na audiência marcada para agosto, o juiz ouvirá as vítimas sobreviventes, as testemunhas de acusação e de defesa, além dos próprios réus. O ato será realizado em formato híbrido, por videoconferência, mas os policiais deverão comparecer presencialmente ao Fórum de Cuiabá.
Ao marcar a audiência, o magistrado afastou a hipótese de absolvição sumária, afirmando que a ação penal deve prosseguir diante do conjunto de provas reunido até o momento.
“A justa causa está amplamente demonstrada pelo conjunto probatório já carreado aos autos, compreendendo laudos periciais e o laudo de confirmação de coincidências balísticas que vincula tecnicamente a pistola Glock G17 ao homicídio do advogado Renato Gomes Nery”, destacou o juiz.
Na mesma decisão, Marcos Faleiros autorizou o compartilhamento de provas produzidas em processos relacionados ao caso, incluindo depoimentos de testemunhas e mídias audiovisuais, que passarão a integrar a ação penal.
Após a fase de instrução, o magistrado decidirá se os quatro policiais serão pronunciados e levados a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes imputados pelo Ministério Público.
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