O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) acusa o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) de ser um “esquerdista” selecionado para relatar o PL da Anistia.
Segundo Nascimento, a intenção de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, seria enfraquecer o projeto. Portanto, a proposta, que busca perdão para bolsonaristas presos, foi renomeada para PL da Dosimetria.
Anistia: Dois Pesos, Duas Medidas?
Elizeu argumenta que as condenações impostas aos bolsonaristas são desproporcionais. Além disso, ele compara com casos anteriores envolvendo a esquerda, alegando “dois pesos e duas medidas”.
Ele critica a nomeação de um relator de esquerda para o caso. “Não existe anistia pela metade”, declarou o parlamentar.
Paulinho da Força possui proximidade com o ministro Alexandre de Moraes, visto por bolsonaristas como um algoz. Inclusive, Moraes relatou o inquérito da trama golpista.
Nesse sentido, a condenação de Bolsonaro, com 27 anos e três meses, é exemplificada por Elizeu. Ele a considera uma perseguição à direita no Brasil.
Ele defende a legalidade do perdão judicial para todos os envolvidos, de 2019 a 2023. Assim, a anistia é vista como uma ferramenta jurídica constitucional.
“A condenação do nosso presidente Bolsonaro é uma condenação injusta e inválida”, enfatizou. Moraes, em sua visão, acumula papéis de vítima, acusador e condenador.
A direita rejeita qualquer flexibilização do PL da Anistia, que não atenderia Bolsonaro sem o cumprimento parcial da pena. No entanto, isso pode afetar “patriotas” que poderiam responder em liberdade.
Elizeu insiste que a direita não pode aceitar imposições, mesmo com a articulação da esquerda e do centrão contra a anistia. Por exemplo, ele questiona se a esquerda não deseja justamente essa aceitação passiva.
“O que a esquerda quer é isso. É que aceite calado, a chicotada, essa punição desenfreada e covarde que está acontecendo com a direita”, disparou.
Em suma, o debate sobre o PL da Dosimetria perdeu força na Câmara. A nova ofensiva dos EUA contra a esposa de Alexandre de Moraes chamou a atenção.
O caso envolve a extensão da Lei Magnitsky, vista como uma narrativa de Eduardo Bolsonaro. Portanto, a situação política segue tensa.
Para mais informações sobre política regional, acesse portal163.com.br.










